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História se repete, diz Marina Silva sobre Brumadinho; veja repercussão

Do UOL, em São Paulo e Brasília

25/01/2019 16h06Atualizada em 26/01/2019 10h11

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), se manifestou em suas redes sociais sobre o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, a cerca de 60 km de Belo Horizonte nesta sexta-feira (25) e destacou que esse tipo de desastre não é inédito em Minas Gerais.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também prestou solidariedade aos moradores da região atingida pela queda da barragem. "Minha solidariedade às famílias atingidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. Há pouco falei com o governador Romeu Zema, colocando a Defesa Civil de SP à disposição para ajudar nos trabalhos desse estado irmão."

O advogado-geral da União, André Mendonça, disse sua equipe já analisa o caso para eventuais "medidas cabíveis" com em relação às "razões e impactos desse lamentável desastre". "A AGU acompanha de perto as razões e impactos desse lamentável desastre", afirmou em mensagem em rede social. "A equipe já está mobilizada para analisar as consequências e tomar as medidas cabíveis", continuou Mendonça, ao lado de uma foto com uma equipe de seis assessores.

Ele ainda escreveu que está "bastante preocupado" com o rompimento da barragem. "Antes de mais nada, me solidarizo com a população local. Em oração por todos!", afirmou em sua conta no Twitter. 

O partido Novo, ao qual o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é filiado, se pronunciou em sua conta. "Lamentamos a tragédia que se abateu sobre Brumadinho, em Minas Gerais. Nossa solidariedade às vítimas e força aos socorristas. O governador @RomeuZema está envidando todos os esforços na condução da situação". 

Pouco depois, o governador escreveu em suas redes sociais. "Todo o aparato do Governo de Minas foi enviado para prestar os primeiros socorros às vitimas e o suporte necessário para os moradores da região. Nossa atenção neste momento está direcionada para socorrer as pessoas atingidas."

Zema ainda afirmou que está se deslocando para Belo Horizonte para acompanhar o trabalho do comitê de crise montado pelo governo do Estado. "Estava em deslocamento no interior do estado onde tinha compromisso, mas já estou a caminho de Belo Horizonte, local onde o Governo de Minas instalou o gabinete de gestão de crise assim que teve a notícia do ocorrido em Brumadinho.", escreveu Zema. 

O presidente Jair Bolsonaro também se manifestou pelo Twitter. "Lamento o ocorrido em Brumadinho-MG. Determinei o deslocamento dos Ministros do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia, bem como nosso Secretario Nacional de Defesa Civil para a Região." Bolsonaro ainda afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vai viajar a Brumadinho. 

No Twitter, Ciro Gomes classificou o episódio em Brumadinho como "o mais um vergonhoso desastre humano e ambiental em Minas Gerais".

"As primeiras informações que nos chegam são de que o Brasil assiste a mais um vergonhoso desastre humano e ambiental em Minas Gerais. É urgente que se preste toda assistência à comunidade atingida, mas que também se apurem as causas e responsabilidades. Vamos cobrar", escreveu.

Sem aparecer no Twitter desde novembro, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin prestou solidariedade às famílias das vítimas do rompimento em Minas, nesta sexta. 

"A minha solidariedade com as famílias e com o povo mineiro; nosso pensamento e orações para as vítimas atingidas pela triste tragédia de Brumadinho."

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu reflexão. "Que a tragédia de Brumadinho abra os olhos do governo. Meio ambiente não é zoeira de esquerda: é respeito à vida das pessoas e do planeta. O Governo deve regular e fiscalizar com mais energia sem demonizar quem disso se ocupa. Solidariedade às vítimas, mais ação para o futuro."

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos afirmou em suas redes que "o momento agora é de dar total assistência aos atingidos". "Acompanho com perplexidade a situação dos moradores de Brumadinho (MG). Coloquei o Ministério à disposição de todas as autoridades federais e faço o mesmo com relação aos governos estadual e municipal.", afirmou Damares.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que recebeu a notícia com "muita tristeza e preocupação" e prestou sua solidariedade à população de Brumadinho. "Nossas orações estarão voltadas para as famílias que, neste momento, sofrem a dor da perda ou a angústia da incerteza sobre o destino de seus entes queridos. Não percamos a esperança. Como nação, precisamos ser firmes nas providências para que novas tragédias, de grande impacto humano e ambiental, não voltem a acontecer jamais", completou.

Na manhã deste sábado (26), informou que colocou à disposição do governo de Minas Gerais quatro equipes especializadas dos bombeiros e cães farejadores para auxiliar no resgate às vítimas. 

A líder do MDB no Senado e pré-candidata à Presidência da Casa, Simone Tebet (MS) disse que o acidente deixa a todos "tristes e estarrecidos". "O acidente, que ocorre três anos após o rompimento da barragem de Mariana, nos deixa triste e estarrecidos", afirmou ao UOL, por meio de sua assessoria. "Deixo aqui a minha solidariedade e desejo que sejam tomadas rapidamente todas as providências cabíveis para atender as vítimas e familiares."

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), foi outro parlamentar que se posicionou a respeito da queda da barragem em Brumadinho. "Presto minha solidariedade às vítimas em Brumadinho. O rompimento de mais uma barragem em Minas Gerais choca todo o nosso país e indigna pela incapacidade de se evitar tragédias deste tipo.", escreveu Maia em seu Twitter.

Ex-candidato do PSOL chama representantes da Vale de "criminosos"

O ex-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, protestou contra os "criminosos" da Vale do Rio Doce. E afirmou em rede social que não basta lamentar o episódio. "A mineração predatória já tinha produzido o crime de Mariana", lembrou. "Agora, em Brumadinho. A Vale simplesmente 'lamentar o incidente' é de um lá hipocrisia atroz. Há tempos os riscos das barragens estão sendo denunciados, foram 19 mortos em Mariana e nada foi feito. Criminosos!"

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), se solidarizou com as vítimas e criticou a gestão de Jair Bolsonaro na área ambiental. "Mais uma tragédia evitável", destacou em rede social. "Cedo ou tarde a privatização cobra seu preço da população. Ainda mais quando há impunidade, como foi com Mariana. As coisas só vão piorar com as escolhas que Bolsonaro está fazendo para as estatais e para o meio ambiente."

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a repetição de um acidente ambiental significa uma "farsa". "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa: a impunidade no episódio de Mariana (MG) e o imobilismo do poder público abriram caminho para que Brumadinho (MG) fosse vitimada por mais um desastre ambiental absolutamente evitável", disse ele em redes sociais.

Em nota, a Agência Nacional das Águas afirmou que já está em comunicação com os órgãos federais e estaduais responsáveis, "inclusive no âmbito de recente Acordo de Cooperação sobre Segurança de Barragens, que está permitindo troca facilitada e mais rápida de dados sobre a situação no local do evento."

"A ANA está monitorando a onda de rejeito e coordenando ações para manutenção do abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam água ao longo do rio Paraopeba. A barragem da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo está a 220 km do local do rompimento e possibilitará amortecimento da onda de rejeito. Estima-se que essa onda atingirá a usina em cerca de dois dias.", diz a nota. 

A procuradora-geral da República, Rachel Dodge, também por meio de nota, afirmou que "é mais uma tragédia humana e ambiental que atinge o estado e que reforça a preocupação com problemas crônicos e graves em nosso país."

No texto, a PGR informa que "ofereceu apoio integral da Administração para a elucidação da tragédia e destacou a importância da atuação conjunta entre os MPs estadual e federal no caso."

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