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Sobe para 180 o número de mortos em Brumadinho; 130 estão desaparecidos

Alex Tajra

Do UOL*, em São Paulo

26/02/2019 18h55

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou hoje que o número de mortos pela barragem da Vale em Brumadinho subiu para 180. Ainda há 130 pessoas desaparecidas, entre funcionários e terceirizados da mineradora, além de moradores das comunidades ao redor. Até o momento, 179 corpos já foram identificados pelo Instituto Médico Legal. 

Segundo o subtenente Gertel Vaz, porta-voz da corporação, 118 militares trabalharam nas buscas na tarde de hoje, sendo 93 de Minas Gerais e 25 de outros estados. Cinco cães farejadores também estão em campo. A equipe trabalha em 16 frentes diferentes, sendo uma delas específica para a busca com o auxílio de drones.

Na última semana, a corporação anunciou a utilização dos equipamentos para ajudar a rastrear corpos em meio à lama. Os drones foram apelidados de "vespas" (veículo especial de suporte e prevenção aérea). Também nos últimos dias foram encontrados pelos bombeiros um almoxarifado da Vale e um contêiner onde funcionários realizavam reuniões.

Cães farejadores ajudam bombeiros nas buscas por vítimas

UOL Notícias

Até o momento, no entanto, os bombeiros não confirmam se o aumento do número de corpos encontrados está diretamente relacionado às estruturas encontradas. 

Minas aprova lei com regras mais rígidas para barragens

Ontem, data em que se completou um mês da queda da barragem em Brumadinho, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou o Projeto de Lei 3.676/16, estabelecendo regras mais rígidas para a atividade de mineração no estado.

Sancionado na íntegra, o projeto de lei ainda terá que ser regulamentado por meio de decretos da secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Entre as normas previstas no projeto, está a proibição da construção de barragens pelo chamado método a montante - alteamento da barragem a partir da parte interna do reservatório original sobre os rejeitos anteriormente depositados. As barragens de Brumadinho e Mariana, que se rompeu em 2015, foram construídas com este tipo de estrutura.

Na semana passada, a Agência Nacional de Mineração (ANM) já havia determinado a desativação e descaracterização das barragens a montante até 15 de agosto de 2021. Segundo a ANM, há 84 barragens deste tipo em funcionamento no país. Destas, 43 são classificadas como de "alto dano potencial", ou seja, cujo risco de rompimento ameaça vidas e prejuízos econômicos e ambientais. No total, há 218 barragens classificadas como de "alto dano potencial associado".

Além de proibir a construção de novas barragens a montante, a norma define que as estruturas inativas deste tipo terão que ser esvaziadas e desativadas. As ainda em uso terão que migrar para tecnologia alternativa (método a jusante) em até três anos.

"Em três anos, nenhuma barragem construída a montante existirá mais em Minas Gerais", disse o governador durante cerimônia na cidade administrativa, em Belo Horizonte. "A partir de agora, posso dizer que colocamos um ponto final nesse tipo de fato que realmente não pode mais acontecer. Que Brumadinho seja a última."

Com informações da Agência Brasil

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