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Atiradores de massacre em escola de Suzano (SP) eram vizinhos

Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, os atiradores da escola em Suzano (SP) - Arquivo pessoal
Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, os atiradores da escola em Suzano (SP)
Imagem: Arquivo pessoal

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

13/03/2019 16h33Atualizada em 13/03/2019 19h07

Resumo da notícia

  • Guilherme e Luiz moravam na mesma rua, no Jardim Imperador, em Suzano
  • Além de vizinhos, os dois também são ex-alunos da escola onde agiram

Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25, ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, apontados como os atiradores que mataram 10 pessoas e feriram outras 11, eram vizinhos.

Os endereços dos dois foram consultados pela reportagem por meio do registro de identidade de ambos. Eles viviam em uma rua do Jardim Imperador, que fica próximo à escola onde ocorreu a tragédia de hoje. A Polícia Civil vai tentar identificar os motivos que os levaram ao crime.

Imagens mostram sequência de acontecimentos em Suzano

UOL Notícias

As identidades dos ex-alunos da escola foram reveladas em entrevista coletiva pelo secretário da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos. A dupla matou um dono de uma locadora de carros antes de entrar na escola, cinco estudantes, duas funcionárias da escola e depois se matou.

De acordo com o secretário, os atiradores estavam prestes a entrar em uma sala cheia de alunos, quando deram de frente com policiais militares da Força Tática. Quando os PMs chegaram a cerca de 10 metros dos dois, ambos se suicidaram, segundo o general Campos.

mapa tiroteio escola suzano - Arte/UOL - Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Ainda segundo o secretário, os dois atiraram contra o dono da locadora de carros antes de roubar um Chevrolet Onix branco, utilizado para irem até a escola. Ao chegarem, entraram no local pela porta da frente, atirando contra as duas funcionárias. Na sequência, continuaram atirando contra os alunos. Todos os que morreram até a publicação desta reportagem eram meninos.

A Secretaria Estadual de Saúde enviou dois psiquiatras e um psicólogo para dar apoio no atendimento às famílias e demais envolvidos na tragédia. Os sobreviventes estão no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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