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Morta em Suzano, professora havia se manifestado pela "porte de livros"

A professora e coordenadora pedagógica Marilena Umezu, morta em massacre de Suzano (SP) - Reprodução/Facebook
A professora e coordenadora pedagógica Marilena Umezu, morta em massacre de Suzano (SP) Imagem: Reprodução/Facebook

Marcela Leite e Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

13/03/2019 18h39

"Somos a favor do porte de livros, pois a melhor arma para salvar o cidadão é a educação".

Dois meses antes de ser morta a tiros no seu local de trabalho, a Escola Estadual Professor Raul Brasil, a coordenadora pedagógica Marilena Umezu, 59, havia compartilhado a frase acima em uma rede social.

A manifestação se referia a um decreto que facilitou a posse de armas de fogo no Brasil, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Marilena foi vítima do massacre ocorrido hoje dentro de uma escola em Suzano (SP). Uma colega dela e cinco alunos também morreram, assim como um comerciante da região. Os dois atiradores se mataram após se depararem com a polícia. Onze pessoas ficaram feridas e estão internadas.

A coordenadora era casada e deixa três filhos. Antes de chegar ao cargo em que estava em Suzano, deu aulas de filosofia.

Segundo o irmão Mario Ferreira, que a viu pela última vez no Carnaval deste ano, a irmã era "uma pessoa alegre, divertida e amiga".

"Guardo as melhores lembranças, é uma perda muito triste. Como amo ela e como queria que tudo isso fosse mentira", disse Mario ao UOL.

No Facebook, a coordenadora postava momentos com a família e, principalmente, com as netas, a quem chamava de "presentes". Ela também costumava correr com um grupo chamado "Fenix Runners".

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