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Corpo de catador fuzilado em ação do Exército no Rio será sepultado hoje

Arquivo pessoal
O catador de materiais recicláveis Luciano Macedo, 28 Imagem: Arquivo pessoal

Stella Borges

Do UOL, em São Paulo

2019-04-19T07:49:40

2019-04-19T07:59:00

19/04/2019 07h49Atualizada em 19/04/2019 07h59

O catador Luciano Macedo, 28, baleado quando tentava ajudar uma família que teve o carro atingido por mais de 80 tiros de fuzil disparados por militares do Exército, será sepultado na tarde de hoje, às 14h, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro.

Macedo estava internado desde o dia 7 de abril em estado grave. Ele chegou a passar por cirurgia, mas ficou em estado crítico e morreu na madrugada de ontem.

Além de Macedo, a ação dos militares em Guadalupe, zona norte do Rio, também resultou na morte do músico Evaldo Rosa. A família estava a caminho de um chá de bebê quando teve o carro fuzilado por 82 tiros.

O sogro de Evaldo também foi ferido e continua internado. O estado de saúde dele é considerável estável. A mulher do músico, o filho do casal de 7 anos e uma outra mulher não se feriram.

João Tancredo, um dos advogados do catador, informou que vai acionar a União na Justiça e solicitar pensão à família. A mulher de Macedo está grávida de cinco meses. Além do pedido de pensão, a defesa vai solicitar à Justiça indenização pela morte dele.

Quando o carro de Evaldo foi metralhado, o CML (Comando Militar do Leste) emitiu uma nota dizendo que a ação tinha sido uma resposta a um assalto e sugeriu que os militares haviam sido alvo de uma "agressão" por parte dos ocupantes do carro. Depois que a família do músico contestou a versão dada pelo Exército, a instituição recuou e mandou prender 10 dos 12 militares envolvidos na ação.

A Justiça Militar determinou que nove militares permanecessem detidos. Um foi solto após alegar que não fez nenhum disparo. Os outros nove ouvidos disseram que haviam trocado tiros com um veículo de características similares ao do músico, no bairro de Guadalupe.

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