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MG prende suspeito de fraude por benefício da Vale: o 14º desde Brumadinho

Luciana Quierati

Do UOL, em São Paulo

13/05/2019 21h01

Um homem que estaria se passando por morador de Macacos, distrito de Nova Lima (MG), para receber benefício da Vale foi preso na manhã de hoje por agentes da Polícia Civil do estado.

Esta é a primeira prisão do tipo no distrito. Em Brumadinho, até 3 de maio (último levantamento da corporação), 13 pessoas já haviam sido presas por estelionato ou tentativa de estelionato contra a Vale - 11 prisões foram cumpridas na própria cidade e outras duas, na capital mineira.

Ele teria informado um endereço falso à mineradora para receber os pagamentos feitos para as 305 pessoas que tiveram que deixar suas casas em 16 de fevereiro, menos de um mês após o rompimento da barragem de Brumadinho.

Na época, uma empresa contratada pela Vale alertou para risco de rompimento da barragem B3/B4, e foi feita a evacuação da população da área.

Segundo a polícia, Luiz Carlos da Silva, 56, foi denunciado por moradores locais, que perceberam que ele não tinha ligação com o distrito e estaria recebendo o benefício indevidamente. Silva, diz a polícia, mora em Belo Horizonte e não tem propriedade na área de alto risco de Nova Lima.

13.mai.2019 - Momento em que o homem é levado por agentes da Polícia Civil de Minas para a delegacia - Reprodução/Polícia Civil
13.mai.2019 - Momento em que o homem é levado por agentes da Polícia Civil de Minas para a delegacia
Imagem: Reprodução/Polícia Civil

Organização criminosa

O delegado responsável pela prisão, Murillo Ribeiro, afirma que Silva pode estar envolvido com uma organização criminosa que tem agido em Macacos com o objetivo de fraudar a mineradora. Ele foi preso na primeira fase da Operação Chacal, e as investigações continuam.

A polícia não soube informar que documentos o suspeito apresentou para receber o benefício - ele estaria morando em uma pousada com o dinheiro semanal que vinha recebendo há pelo menos 20 dias e também recebia voucher para alimentação. Procurada, a Vale preferiu não comentar o caso, dizendo apenas que cabe à Polícia Civil investigar as tentativas de fraude.

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