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Polícia prende suspeitos de matarem instrutor de paraquedismo em SP

Bruna Alves

Colaboradora para o UOL, em São Paulo

21/05/2019 20h02

Policiais do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) prenderam na manhã de hoje em São Paulo três suspeitos de matarem o instrutor de paraquedismo Ronald Aparecido da Silva, 44, em 20 de janeiro.

Marcos Vinícius Maurício Andrade Rodrigues, 25, conhecido como "Nego"; Francisco Estevão de Sousa Filho, 19, o "Chiquinho", e Marcus Vinícius Martins, 23, foram localizados na comunidade Cidade Júlia, no Jardim Miriam, na zona sul da cidade.

Segundo a polícia, outro rapaz, Bruno de Souza Cardoso, 23, teria participado do assalto e confessado o crime, mas ele já estava preso na penitenciária de Guarulhos (SP).

Eles haviam sido reconhecidos por fotos pela mulher de Silva ainda em janeiro, quando ela foi prestar queixa na delegacia. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça estadual em fevereiro.

Segundo a polícia, o trio já era conhecido na região, vivia em comunidades de difícil acesso e já haviam sido presos anteriormente por roubo e assalto com arma. Eles vão responder por latrocínio -- roubo seguido de morte.

Relembre o caso

O crime aconteceu por volta das 22h de 20 de janeiro, na rua Divinópolis, zona sul da capital paulista. Ronald deixava os sogros em casa, após uma viagem ao litoral com eles e a esposa, quando os três homens anunciaram o assalto.

Enquanto Ronald abria o porta-malas, os assaltantes renderam seu sogro e pediram o celular ao paraquedista.

De acordo com o boletim de ocorrência, Ronald entregou o aparelho de imediato, mas, mesmo assim, foi atingido com um tiro no peito. Os suspeitos fugiram levando apenas o celular.

Mulher levou marido para o hospital

Ronald Aparecido da Silva e a mulher, Lígia Bolognesi - Arquivo pessoal
Ronald Aparecido da Silva e a mulher, Lígia Bolognesi
Imagem: Arquivo pessoal

A esposa de Ronald, Lígia Bolognesi, 36, que não deixou o veículo durante o assalto, levou o marido baleado para o hospital.

"Era correr com ele para o hospital e deixar os meus pais para trás no meio da rua, porque eu não sabia se os bandidos iriam voltar ou não, ou ficar com os meus pais e esperar o resgate. Então eu corri para o hospital", conta Lígia, que foi escoltada por policiais militares que encontrou no caminho.

Segundo Lígia, o marido chegou ao hospital com vida e ainda passou por uma cirurgia, mas não teria resistido porque perdeu muito sangue e teve hemorragia interna. "O tiro acabou com ele por dentro", lamenta.

Em busca de justiça

De acordo com a Polícia Civil, desde então, Lígia passou a ir frequentemente à delegacia para saber se os suspeitos já haviam sido presos. Ela chegou, inclusive, a montar um dossiê para ajudar nas investigações - embora tenha sido instruída pela polícia a não fazê-lo.

Silva era instrutor de paraquedismo e empresário. Ele deixou um filho de 25 anos e Lígia, com quem estava casado há três anos.

Ele era tido pela família como uma pessoa trabalhadora e cheio de amor pela vida.

Cotidiano