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Greve afeta metrô em SP, BH e Recife; ônibus param em Salvador e Brasília

Do UOL, em São Paulo e Rio e colaboração para o UOL, em São Paulo, Alagoas e Belo Horizonte

14/06/2019 12h59Atualizada em 14/06/2019 19h11

A greve contra a reforma da Previdência convocada pelas centrais sindicais afetou parcialmente os serviços de ônibus e metrô de capitais do país hoje. As cidades mais atingidas foram São Paulo (onde parte do metrô ficou parado), Belo Horizonte (nenhuma linha do metrô circulou no município), Salvador e Brasília (paralisação total de ônibus em ambas as cidades).

Houve registro de protestos em frente a garagens de ônibus (Curitiba, Natal, João Pessoa e Aracaju), em rodovias espalhadas pelo país (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão e Paraíba).

No Rio, manifestações na avenida Brasil e no acesso à ponte Rio-Niterói (onde a polícia chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes) causaram congestionamentos. Em Niterói, cinco pessoas foram atropeladas durante um protesto.

Em Belo Horizonte, uma mulher que estava dentro de um ônibus está em estado gravíssimo após inalar fumaça proveniente da queima de pneus.

Em Campina Grande, um estudante foi agredido por um PM em uma manifestação. Já na cidade de Alvorada (vizinha de Porto Alegre), um policial foi ferido no olho.

Em Guarulhos, manifestantes bloquearam pela manhã a rodovia que dá acesso ao aeroporto internacional.

Também houve registro de protestos nas ruas de Maceió (AL), em Belo Horizonte, Belém (PA), onde esteve ontem o presidente Jair Bolsonaro, em Teresina (PI), Juiz de Fora (MG), Joinville (SC), Macaé (RJ), Vila Velha (ES) e São Carlos (SP).

Funcionários da Petrobras também iniciaram uma greve durante a madrugada em refinarias e terminais em oito Estados.

Protestos à tarde

Na tarde desta sexta, sindicatos programaram manifestações em praticamente todas as capitais do país. Em São Paulo, os manifestantes se reúnem, desde as 16h, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

No Rio, ato na Candelária tem concentração a partir das 15h. Em Salvador, o protesto começou às 15h em Campo Grande --às 14h, os manifestantes no Recife reúnem no cruzamento da rua do Sol. Em Porto Alegre, o protesto ocorre na Esquina Democrática, no centro da cidade desde as 17h.

Transporte público afetado

Maior cidade do país e palco hoje da abertura da Copa América (no estádio do Morumbi), São Paulo teve circulação normal de ônibus e trens da CPTM, mas algumas estações do metrô fora da região central ficaram fechadas.

Por conta da manifestação na avenida Paulista, 18 linhas de ônibus foram desviadas.

Quem depende de transporte público teve que acordar mais cedo para chegar ao trabalho --houve reclamação de falta de informação, mas também apoio à greve. O rodízio municipal foi mantido, e veículos com placas 9 e 0 não podem circular entre as 17h e as 20h.

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A greve paralisou todo o metrô em Belo Horizonte e no Recife (onde os trens só circularam no horário de pico da manhã). Em Porto Alegre, o metrô parou pela manhã, mas os ônibus não foram afetados. A Trensurb, que administra o metrô, informou que, entre 17h e 19h, os trens circularão com intervalo de oito minutos entre as estações. Depois das 19h, os trens circularão com 15 minutos de intervalo.

A circulação de ônibus foi totalmente suspensa em Salvador e Brasília --e parcialmente, em Curitiba (onde 95% da frota voltou a circular às 10h30), em João Pessoa e em Aracaju. Na capital sergipana, o sindicato dos transportadores urbanos disse que a frota que circulou com apenas com 25% dos ônibus. Em Brasília, o metrô opera com 75% da frota.

Em Fortaleza, não houve greve de ônibus, mas manifestantes furaram pneus de veículos que circulavam pela cidade.

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