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"Covardia, nunca vi isso", diz marido de mulher morta em discussão por bolo

Do UOL, em São Paulo

26/06/2019 11h20

O marido da dona de casa Vanderléia Inácio dos Santos, 25, morta a tiros após uma discussão envolvendo um bolo em Sete Barras (SP) no último dia 15, disse esperar que a justiça seja feita e que o assassino seja preso. Como o suspeito fugiu do flagrante e só se apresentou à polícia três dias depois do crime, ele está em liberdade.

Em entrevista ao "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes, o homem contou que estava com Vanderléia há 10 anos. O crime aconteceu numa festa junina infantil que, segundo ele, foi organizada por moradores do bairro onde o casal vivia com os quatro filhos.

"Nunca vi isso. O cara vir armado numa brincadeira de criança, chegar na covardia e tirar a vida de uma mãe de família. O psicológico da gente não tem nem explicação", falou o companheiro da vítima, que não teve o nome revelado.

O marido de Vanderléia contou que não estava no local, mas ouviu os disparos que tiraram a vida da esposa. "Achei que era bombinha. Quando abri a porta ela estava caída e a irmã dela estava segurando ela", relembrou.

A dona de casa foi atingida por três tiros que, segundo a TV, foram disparados por Nelson de Oliveira Bueno, 47. Na versão apresentada pela polícia e que consta no boletim de ocorrência, a briga foi provocada porque a vítima levou à festa um bolo em vez de um salgado, como era o combinado.

No entanto, uma testemunha contou ao UOL que o assassino teria desdenhado do bolo feito por ela e uma discussão teria começado.

Filhos chamam pela mãe

Vanderléia deixa quatro filhos: uma menina 6 anos e três meninos, de 8 anos, 4 anos e um bebê de 10 meses, que ela ainda amamentava. Familiares disseram que a criança está com dificuldades de aceitar mamadeira.

"Minha sobrinha chora toda noite querendo a mãe. E a gente consola, fala que a mãe está num bom lugar", contou uma familiar, que também não foi identificada na TV.

O crime, registrado como homicídio qualificado, está em fase de inquérito. O UOL tenta contato com o delegado responsável desde a última sexta-feira para comentar o caso.

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