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Traficante fez plásticas e perdeu 20 kg para driblar prisão, diz polícia

João Batista da Silva, apontado como um dos chefes do tráfico no Aglomerado da Serra, favela de Belo Horizonte, antes e depois dos procedimentos - Reprodução/Polícia Civil MG
João Batista da Silva, apontado como um dos chefes do tráfico no Aglomerado da Serra, favela de Belo Horizonte, antes e depois dos procedimentos Imagem: Reprodução/Polícia Civil MG

Marcellus Madureira

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

10/07/2019 17h27Atualizada em 10/07/2019 19h52

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu João Batista da Silva, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, favela de Belo Horizonte. Ele estava foragido da Justiça havia mais de dois anos. No período, Silva emagreceu 20 quilos, fez cirurgias plásticas no rosto e implante capilar para não ser reconhecido e assim driblar a prisão, segundo informou a polícia.

Condenado a nove anos de prisão por tráfico de drogas, ele tinha cinco mandados de prisão em aberto. A prisão aconteceu há três semanas em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, mas Silva foi apresentado hoje pela polícia.

De acordo com o delegado Rafael Horácio, o traficante fez procedimentos estéticos para aparentar ser mais jovem.

"Os policiais iniciaram diligências para localizá-lo, sabendo que ele tinha mudado algumas características físicas, perdido peso, cerca de 20 quilos, feito um implante de cabelo e algumas cirurgias plásticas com o intuito de parecer mais jovem. Uma pessoa que é procurada há dois anos e meio, presume-se que fez todas essas mudanças com o intuito de fugir da polícia", destacou.

Segundo o delegado, Silva nega ter feito as cirurgias. "Ele nega as mudanças, não reconhece que fez cirurgia plástica até por conta de vaidade. Não sei como é isso no meio criminoso, mas são notórias essas mudanças. Com a perda de peso, verifica-se que ele fez atividades físicas constantes", observou Rafael Horácio.

No momento da prisão, Silva estava com uma mala e um carro de luxo. Segundo o delegado, ele já andava com roupas no veículo para fugir da polícia.

"Ele é considerado um indivíduo de extrema periculosidade, ele é suspeito de ser mandante de um homicídio em 2010. Ele é o fornecedor das drogas na região do Aglomerado da Serra. Ele teve cinco mandados de prisão, sendo um por se encontrar foragido. Ele recebeu o benefício de saída temporária e não retornou. Os outros quatros são por tráfico de drogas", acrescentou.

Ainda segundo o delegado, a clínica que Silva fez os procedimentos cirúrgicos também será investigada. A polícia quer saber se o local tinha conhecimento se o homem era um foragido da Justiça.

Cotidiano