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8 meses

Prédio de seis andares é interditado em Fortaleza por risco de desabamento

O edifício residencial Modigliane foi interditado pela Defesa Civil Municipal por risco de desabamento - Reprodução
O edifício residencial Modigliane foi interditado pela Defesa Civil Municipal por risco de desabamento Imagem: Reprodução

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, de Maceió

31/10/2019 17h00

O edifício residencial Modigliane, localizado entre as ruas Manoel Padilha e João Lobo Filho, no bairro de Fátima, área nobre de Fortaleza, foi interditado pela Defesa Civil Municipal por risco de desabamento, após moradores terem ouvido estalos na edificação durante obra na tarde de ontem. Inspeção constatou que a edificação está com fissuras e rachaduras na estrutura.

A interdição do prédio ocorre 16 dias depois que o edifício residencial Andrea, localizado no bairro Dionísio Torres, desabou matando nove pessoas. Sete pessoas foram resgatadas dos escombros com vida. A edificação tinha iniciado reforma nas pilastras um dia antes de ruir.

O prédio Modigliane tem seis andares, sendo três apartamentos por pavimento e está em reforma desde segunda-feira (28). A Defesa Civil deu prazo de 72 horas para o condomínio apresentar laudo de engenheiro sobre os reparos e se a estrutura precisará de escoramento.

Segundo a Defesa Civil, dez moradores se recusaram a sair e assinaram um termo de responsabilidade. A guarda municipal está na frente do prédio para evitar invasões aos apartamentos desocupados.

O prédio foi evacuado no início da noite de ontem depois que moradores ouviram estalos e observaram o surgimento de rachaduras e fissuras em apartamentos do primeiro e do segundo andares. O elevador do prédio enganchou nas paredes e parou de funcionar.

Com medo de desabamento, moradores acionaram a Defesa Civil. Moradores disseram a Defesa Civil que vigas ficaram com ferros expostos após início da reforma para conter infiltrações na edificação.

O laudo da Defesa Civil apontou "alto risco" à vida dos moradores e interditou o local "considerando a gravidade da situação do imóvel". O condomínio tem 72 horas para apresentar um laudo feito por engenheiro para que seja analisado se o prédio continuará interditado ou se será liberado.

Segundo a Defesa Civil, a situação mais crítica constatada na vistoria está entre o primeiro e o segundo andar, que tem rachaduras e dilatação nas paredes. Um apartamento do primeiro pavimento caiu o forro do teto da cozinha. A inspeção concluiu também que o condomínio deverá desligar os serviços de energia elétrica e água.

A Defesa Civil autorizou moradores retirarem pertences pessoais, como roupas e documentos, além de animais de estimação, na noite de ontem. Os moradores que saíram do prédio foram abrigados em casas de parentes e amigos.

Moradores do condomínio Modigliane ficaram preocupados após o desabamento do edifício Andrea e se reuniram para definir reforma estrutural na edificação.

O engenheiro contratado para reforma, segundo a empresa que administra o condomínio, está na edificação hoje realizando inspeção predial para elaborar um relatório sobre a situação da construção que será entregue à Defesa Civil. O condomínio disse a última inspeção predial ocorreu em 2017.

A administração do condomínio informou que o prédio estava em reforma, iniciada na terça-feira (29), para reparar infiltrações no primeiro pavimento do prédio e que "não havia qualquer problema que pudesse comprometer a edificação".

Cotidiano