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Vídeo inédito mostra transferência de Marcola e líderes do PCC em 2019

Do UOL, em São Paulo

15/01/2020 21h01

Um vídeo inédito exibido hoje com exclusividade pelo SBT mostra como foi a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros líderes da facção do PCC, em fevereiro de 2019, para presídios federais.

Pelas imagens, é possível observar que o Aeroporto Estadual de Presidente Prudente foi completamente isolado. A transferência aconteceu após uma investigação de 2018 identificar um plano para resgatar o líder máximo do PCC.

Preso desde julho de 1999 e apontado como líder do PCC desde 2001, este foi a primeira vez que Marcola ficou em um presídio federal, no caso o de Porto Velho, em Rondônia. Dos 22 transferidos na ocasião, 15 eram considerados da alta cúpula da facção e estavam no presídio de Presidente Venceslau (SP).

Em março de 2019, Marcola foi transferido novamente, desta vez para a unidade de Brasília. Em dezembro do mesmo ano, o Exército cercou a Penitenciária Federal de Brasília após setores da inteligência do governo receberem informações de um de um plano para resgatar o comandante.

O plano para resgatar Marcola teria sido planejado por Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho ou Magrelo, apontado como uma das principais lideranças do PCC.

Agora na unidade na capital federal, Marcola estará no mesmo local em que ficaram seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, Antonio José Muller Júnior, o Granada, e Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal.

Marcolinha teria como função analisar o Nordeste como potencial território de exportação de drogas para a Europa e a África. Já Granada utilizava advogados para levar e trazer informações de dentro para fora da cadeia. Funchal é acusado de ter matado um juiz-corregedor de Presidente Prudente (SP).

Em presídios federais, os detentos ocupam celas individuais, ficando confinados durante 22 horas do dia e com outras duas para banho de sol. Desde 2006, quando os presídios federais foram criados, não houve registro de fugas em nenhuma das unidades.

Cotidiano