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Polícia investiga incêndio em casa de suspeito de matar garota Emanuelle

Incêndio na casa onde morou suspeito de matar a menina Emanuelle em Chavantes (SP) - Reprodução/Redes sociais
Incêndio na casa onde morou suspeito de matar a menina Emanuelle em Chavantes (SP) Imagem: Reprodução/Redes sociais

Wagner Carvalho

Colaboração para o UOL, em Bauru (SP)

20/01/2020 15h07

Resumo da notícia

  • Casa onde morou suspeito de matar a garota Emanuelle, 8 anos, teve um incêndio na noite de ontem
  • Polícia investiga se ato foi criminoso e causado por suposta revolta da população de Chavantes (SP)
  • Na quarta-feira, o suspeito do crime, Aguinaldo Guilherme Assunção, foi encontrado morto na cela em que estava preso
  • De acordo com a polícia, Aguinaldo confessou e indicou o local do crime

A Polícia Civil de Ourinhos está investigando as causas do incêndio que atingiu a casa onde morou Aguinaldo Guilherme Assunção, 49, suspeito de ter matado a menina Emanuelle Pestana de Castro, 8, com 13 facadas há mais de uma semana em Chavantes, a 369 km de São Paulo.

Preso em 13 de janeiro, Agnaldo confessou e indicou o local onde enterrou o corpo de Emanuelle, segundo informações da polícia. Dois dias depois, ele foi encontrado morto na cela onde estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) no município de Cerqueira César. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, ele estava sozinho na cela.

O incêndio ocorreu na noite de ontem e foi percebido pelos vizinhos do imóvel por volta das 20h30. Um caminhão pipa do município e outro de uma usina de açúcar e álcool foram usados na tentativa de conter as chamas. O corpo de Bombeiros de Ourinhos, cidade vizinha a Chavantes, foi acionado, conseguiu apagar o incêndio e informou que os quatro cômodos do imóvel foram parcialmente atingidos.

A Polícia Civil não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso. "Vamos aguardar o resultado da perícia feita após o fogo ter sido controlado, mas existe sim a possibilidade de que o incêndio tenha sido criminoso", afirmou o delegado Antônio José Fernandes Vieira, responsável pelas investigações da morte de Emanuelle.

Imagens de câmera de segurança mostram Emanuelle antes de desaparecer - Câmeras de segurança/Arquivo pessoal
Imagens de câmera de segurança mostram Emanuelle antes de desaparecer
Imagem: Câmeras de segurança/Arquivo pessoal

De acordo com o relato dos vizinhos, o fogo teve início nos fundos da casa que se encontrava vazia no momento do incêndio. Os familiares de Aguinaldo deixaram o local após ele ter sido apontado como o suspeito da morte da garota. A mãe de Emanuelle, Fabiana Aparecida Pestana, preferiu não comentar o ocorrido.

A Polícia Civil de Ourinhos não descarta também que o incêndio no imóvel tenha sido motivado pela revolta da população com o caso. Os moradores impediram que o corpo de Aguinaldo fosse sepultado na cidade. A família precisou providenciar o enterro em Ourinhos (SP).

O caso

A menina Emanuelle desapareceu enquanto brincava no parquinho de uma praça próximo da casa onde residia com a família em 10 de janeiro. Depois de quatro dias de buscas pela menina e de investigação, os policiais chegaram até Aguinaldo, vizinho da vítima.

Detido, Agnaldo revelou que havia matado a menina e apontou o local exato em que deixou o corpo. Os bombeiros localizaram a garota sem vida dentro de um pequeno riacho na área rural entre Chavantes e a cidade vizinha de Canitar. A faca que supostamente foi utilizada no crime foi apreendida e o caso registrado como homicídio qualificado com agravante da ocultação do cadáver.

De acordo com a polícia, Aguinaldo alegou que o crime foi uma vingança contra a mãe de Emanuelle, que não deixava a menina brincar com o seu enteado. A polícia ainda investiga se houve algum crime sexual no caso.

Moradores impedem enterro de suspeito de matar Emanuelle

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