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Fuga de presos no Paraguai não traz riscos a SP, diz porta-voz da PM

Após fuga em presídio no Paraguai, PM-SP reforçou operação nas rodovias do estado - Divulgação/ Polícia Militar de São Paulo
Após fuga em presídio no Paraguai, PM-SP reforçou operação nas rodovias do estado Imagem: Divulgação/ Polícia Militar de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

22/01/2020 10h04

A Polícia Militar de São Paulo afirmou que a fuga de 75 detentos do presídio regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil, ocorrida no último domingo (19), não deve ter impacto no estado. O grupo é acusado de integrar ou colaborar com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ao jornal O Globo, o porta-voz da corporação, tenente-coronel Emerson Massera, disse que a inteligência não aponta a vinda dos fugitivos para São Paulo, nem a possibilidade de que algo semelhante aconteça no estado.

"As pessoas podem ficar absolutamente tranquilas. A situação neste momento está sob absoluto controle", afirmou.

Na segunda-feira (20), ao menos 26 presos pularam uma muralha de três metros e fugiram do principal presídio de Rio Branco, capital do Acre. Todos são ligados ao PCC ou ao B13 (Bonde dos 13), facção criminosa local que tem parceria com o grupo paulista.

Após a fuga no Paraguai, a PM paulista informou ter reforçado o policiamento com atenção especial para as divisas e para as rodovias. Na ocasião, a corporação disse que foram deflagradas operações em todo o estado "com grande contingente operacional". As ações, no entanto, segundo o tenente-coronel, são preventivas.

"Seria negligência se, diante de uma fuga desse porte, não adotássemos nenhuma medida em São Paulo. A fuga, principalmente pelo tipo de criminoso, exige atenção especial. Estamos usando estrutura de operações que já fazemos costumeiramente", afirmou ele ao jornal.

Segundo o Ministério da Justiça e o Ministério do Interior do Paraguai, 40 dos fugitivos são brasileiros. Até o momento, cinco foram recapturados — o 76ª a fugir foi detido ainda dentro de um túnel cavado.

Segundo Massera, até o momento é possível afirmar que três dos 40 são de São Paulo. No entanto, como há muitos anônimos, o número pode aumentar.

Ouça o podcast Ficha Criminal com as histórias dos criminosos que marcaram época no Brasil.

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Cotidiano