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Witzel libera entrega de produtos no Rio de Janeiro em meio à pandemia

Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel - JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel Imagem: JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

07/04/2020 13h15Atualizada em 07/04/2020 13h20

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou que publicará um decreto, na tarde de hoje, permitindo que todo o comércio do estado realize entregas em domicílios — anteriormente, apenas entregas de alimentos estavam permitidas, por causa da pandemia do coronavírus. O atendimento presencial em lojas e comércios fluminenses, portanto, segue proibido.

Witzel também informou que flexibilizará as restrições de circulação para as pessoas das regiões norte e noroeste do estado, onde não houve confirmações de casos de covid-19. Até o momento, o Rio de Janeiro contabiliza 1.461 casos da doença e 71 mortes já confirmadas. Outros 29 óbitos estão sob investigação.

"Vamos autorizar em todo estado um delivery para o comércio. Foi um acordo que fiz com a Firjan, com a Fecomércio. Não haverá aumento presencial nas lojas. Não haverá pessoas no drive-thru, haverá apenas a entrega em casa", explicou o governador. "Como o noroeste do Rio apresenta a ausência do vírus, nós podemos permitir a maior circulação de pessoas. Nossa maior preocupação é com a saúde, mas também precisamos nos preocupar com a economia", argumentou.

Apelo por isolamento

A circulação de pessoas nas praias e ruas da capital fluminense no último final da semana também foi comentada pelo governador. Ele fez um apelo para que as pessoas fiquem em casa.

"Nós ainda estamos no início dessa pandemia, e as pessoas precisam entender que nós devemos ficar em casa. A movimentação nas ruas tem sido grande, a movimentação nas praias tem levado a aglomeração de pessoas. Estamos com um aumento da internação, e os dados são preocupantes. Isso é preocupante. Ainda não podemos aumentar a circulação de pessoas. Se isso acontecer, teremos dificuldade de atender as pessoas, seja no público, seja no privado".

Até o momento, o Rio de Janeiro só recebeu 50 mil testes rápidos para covid-19. O número é considerado baixo. Por isso, Witzel diz que estuda sanções para quem não cumprir o isolamento.

"Recebemos apenas 50 mil testes até o momento. Não há no mercado, estamos com dificuldades de adquirir. Temos mantido contato com a presidência da Alerj [Assembleia Legislativa do rio de Janeiro] e estudamos formas de manter as pessoas isoladas", concluiu.

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