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Coronavírus: Sargento é o terceiro PM a morrer de covid-19 em São Paulo

O sargento do Corpo de Bombeiros Benedito Amâncio morreu neste domingo (12) - Reprodução
O sargento do Corpo de Bombeiros Benedito Amâncio morreu neste domingo (12) Imagem: Reprodução

Flávio Costa e Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

12/04/2020 15h33

O sargento do Corpo de Bombeiros Benedito Amâncio Nascimento, 51, é o terceiro policial militar da ativa a morrer vítima da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, em São Paulo.

Amâncio não resistiu hoje a uma parada cardiorrespiratória. O agente estava internado no Hospital da Polícia Militar, no bairro de Água Fria.

Ele estava lotado no 2° Grupamento de Bombeiros em Campos Elíseos, bairro do centro da capital paulista. Era casado e deixa dois filhos.

"Os nossos profundos sentimentos aos familiares e todos os seus amigos, estamos em luto, perdemos um herói", lê-se no comunicado divulgado pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, em seu perfil no Instagram.

As três mortes de policiais militares de São Paulo aconteceram na unidade hospitalar. Ontem o sargento da Polícia Militar de São Paulo Cleber Alves da Silva, 44, morreu depois sofrer também uma parada cardiorrespiratória relacionada à covid-19. Ele trabalhava no Copom (Centro de Operações) da PM paulista.

No último dia 31 de março, sargento Magali Garcia, 46, que também atuava no Copom e veio a falecer na mesma unidade hospitalar da corporação.

"O 2.º Sgt PM Cleber foi acometido de uma doença muito grave, que está assolando o planeta, e lutou de forma valente durante 13 dias, porém, após uma piora significativa no quadro de saúde, Deus o recolheu consigo, poupando-o de mais sofrimento", lê-se no comunicado divulgado na página oficial do Copom no Facebook.

Ao UOL, o especialista em segurança pública e professor de gestão pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Rafael Alcadipani afirmou que a Polícia Militar de São Paulo precisa tomar medidas mais sérias e mais urgentes para proteger seus policiais

"Os policiais estão muito expostos, os equipamentos de proteção não estão chegando na medida necessária. É preciso fazer um rodízio de policiais para que a gente tenha uma força de reserva casos muitos agentes sejam contaminados. É preciso cuidar disso de uma forma muito mais intensa do que está sendo cuidado hoje".

Em comunicados anteriores enviados para responder aos questionamentos do UOL, a SSP (Secretaria da Segurança Pública informou que foram distribuídos aos policiais e demais servidores, mais de 560 mil máscaras e pares de luvas; 75,4 mil litros de álcool em gel e 14,4 mil litros de outros produtos de limpeza, além de outros 38 mil itens como sabão em barra e descartáveis.

"Paralelamente à entrega ininterrupta dos EPIs, as polícias têm realizado ações para desinfecção e higienização de viaturas e sedes policiais", lê-se na nota do SSP.

Em nota anterior, a Polícia Militar afirma que "segue rigorosamente as orientações do Comitê de Contingência do coronavírus e ressalta que todo policial com suspeita ou diagnóstico da doença é imediatamente afastado das funções e acompanhado por profissionais de saúde".

O UOL procurou a SSP e a Polícia Militar para que se pronunciassem a respeito da morte do sargento Benedito Amâncio Nascimento e espera pelo posicionamento dos órgãos.

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