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Mulher é morta por tiro em confusão após cliente negar máscara em mercado

Hipermercado Condor, onde uma funcionária morreu em Araucária (PR) - Reprodução/Twitter
Hipermercado Condor, onde uma funcionária morreu em Araucária (PR) Imagem: Reprodução/Twitter

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa (PR)

28/04/2020 20h20

Uma funcionária de 25 anos de um hipermercado em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, morreu na tarde de hoje ao ser atingida por uma bala perdida de uma arma em posse do segurança do estabelecimento. Ele estaria em luta corporal com um cliente que se recusava em usar máscara de proteção para entrar no local.

De acordo com a Guarda Municipal de Araucária, o cliente iniciou a confusão quando um funcionário o alertou que só poderia fazer as compras se utilizasse o acessório. A orientação não teria sido acatada e o segurança precisou intervir após o funcionário ser agredido. Houve luta corporal e dois disparos foram efetuados pelo segurança.

A primeira bala atingiu de raspão o cliente, que ficou ferido sem gravidade no abdome. O segundo tiro acertou a fiscal do estabelecimento. A funcionária se dirigiu à confusão para explicar ao cliente sobre a obrigatoriedade do uso da máscara.

Desde sexta-feira (24), a utilização da máscara em locais públicos e privados compartilhados é obrigatória em Araucária em razão dos oito casos confirmados do novo coronavírus na cidade. O governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD) também sancionou hoje uma lei que obriga o uso da proteção em todo o estado sob pena de multa de até R$ 533 ao cidadão e R$ 10.660 à empresa que permitir a entrada sem o acessório.

O Grupo Condor, rede de supermercado onde ocorreu o acidente, emitiu nota e ratificou o relatado pela Guarda Municipal. A empresa informou que ainda ofereceu gratuitamente a máscara ao cliente, que teria recusado.

"O incidente foi desencadeado por um cliente que tentou entrar no estabelecimento sem máscara e, que ao ser informado sobre o decreto municipal que exige o uso da EPI [Equipamento de Proteção Individual], agrediu o funcionário, que inclusive tentou oferecer uma máscara da empresa, sem custo, para que ele pudesse fazer as suas compras", afirmou a rede de supermercado, em nota.

A empresa também alegou que a arma teria sido disparada quando o cliente tentou pegá-la do vigilante.

"O funcionário agredido pediu ajuda pelo rádio para empresa terceirizada de segurança. O cliente e o vigilante estavam calmamente se direcionando para a entrada da loja, onde o cliente iniciou uma série de agressões contra o vigilante e tentou pegar a arma do segurança", complementou.

O cliente atingido foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, e não corre risco de morte.

O Grupo Protege, terceirizada que presta serviços de segurança ao supermercado também emitiu nota.

"A empresa lamenta profundamente o ocorrido e presta total solidariedade à família e aos amigos da vítima. Informamos que empresa está colaborando com as autoridades na busca de informações que possam contribuir para a investigação do caso", resumiu.

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