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B.O. cita seis armas de fogo em apartamento de delegado baleado em SP

Do UOL, em São Paulo

20/05/2020 22h54Atualizada em 22/05/2020 14h26

O Boletim de Ocorrência do caso que resultou na morte da modelo Priscila Delgado de Bairros, 27, revelou a presença de seis armas de fogo no apartamento do delegado Paulo Bilynskyj, 33, que foi baleado em São Bernardo do Campo (SP). Ele deixou o imóvel sozinho e pediu socorro.

No chão do corredor, em meio a poças de sangue, havia uma pistola Glock 9mm. Uma carabina Taurus CTT 40 encontrava-se sobre o sofá da sala. Outras armas de fogo foram vistas sobre a cama de um quarto do apartamento, além de grande quantidade de munições de diversos calibres.

Um fuzil, por exemplo, tinha 862 cartuchos. As armas apreendidas pela polícia e citadas no B.O. são: duas pistolas, dois fuzis, uma metralhadora e uma espingarda (esta última teve registro vencido em abril de 2019, cuja proprietária é mencionada como Helenice Vaz de Azevedo Corbucci). Dentre estas seis armas, somente uma pistola Taurus está ligada à Polícia Civil.

O vizinho Arthur Mancio Prata ouviu uma sequência de disparos e acionou a Polícia Militar antes de ser procurado por Bilynskyj, que, ferido por tiros no dedo, na perna e no abdômen, deixou o apartamento sozinho e pediu socorro.

Porém, o vizinho disse à Polícia Civil que não escutou mais disparos depois que o delegado baleado bateu em sua porta; além disso, afirmou que não ouviu vozes femininas em momento algum da suposta discussão.

O delegado Paulo Bilynskyj, 33, e a modelo Priscila Delgado de Bairros, 27 - Arquivo pessoal
O delegado Paulo Bilynskyj, 33, e a modelo Priscila Delgado de Bairros, 27
Imagem: Arquivo pessoal

Bilynskyj disse que Priscila teria atirado contra ele seis vezes, mas Prata relatou ter ouvido cinco disparos iniciais e, posteriormente, outros tiros intercalados por pausas. O delegado passou por cirurgia e estava estável na quarta-feira.

O B.O. revelou que o botão do elevador estava manchado com sangue, evidência que, para a polícia, confirma que Bilynskyj desceu até o hall do prédio sozinho. Foi lá que ele encontrou os policiais que o resgataram e o levaram ao hospital, onde foi tratado e sobreviveu.

O policial militar que socorreu Priscila no banheiro do apartamento —após ser avisado por Bilynskyj de que sua namorada ainda estava armada no local dos tiros— também informou ter visualizado "grande quantidade de sangue no chão e na parede, assim como um impacto de projétil na parede".

Segundo o depoimento, Priscila foi encontrada com uma marca de tiro no peito e com vida. Ela foi levada ao hospital, mas chegou morta ao local.

O PM calculou que havia oito estojos de munição e uma pistola Glock 9mm com um carregador municiado ao lado, além de um projétil amassado no corredor que dá acesso à cozinha.

Embora Priscila tenha sido encontrada no banheiro, um dos quartos, que foi transformado em academia de ginástica por Paulo, tinha um espelho com marcas de sangue no formato de mãos.

Dois policiais militares (o cabo que foi ao encontro de Priscila e um tenente) relataram no Boletim de Ocorrência que uma faca foi encontrada próxima da moça, mas não foram encontrados sinais de sangue no objeto.

Cotidiano