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Com mortes em alta, país tem menor isolamento desde início da quarentena

8.jun.2020 - Passageiros desembarcam na Estação da Central do Brasil, no centro do Rio - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
8.jun.2020 - Passageiros desembarcam na Estação da Central do Brasil, no centro do Rio Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio

10/06/2020 04h00

Após a reabertura de economia feita por governos estaduais e municipais, o Brasil teve nesta segunda-feira (8) o mais baixo índice de isolamento social desde o período de antes da decretação de quarentenas para combater a epidemia de coronavírus. É o que mostram números da consultoria In Loco que usa dados de celulares para monitorar a movimentação de pessoas.

A partir do dia 1º deste mês, estados passaram a flexibilizar medidas de distanciamento social impostas em meados de março para evitar o crescimento do contágio pelo vírus. Entre eles, estão o Rio e São Paulo que tiveram novos decretos municipais e estaduais reabrindo setores da economia e áreas de lazer.

Esse movimento acentuou uma tendência de queda no isolamento social que já era vista durante maio. Nesta segunda, o Brasil registrou o índice de 38,2% de isolamento social pela medição da In Loco, que acompanha até 60 milhões de dispositivos móveis de forma anônima.

A última vez que houve um percentual mais baixo foi em 18 de março, com 36% —essa data é anterior a alguns decretos de isolamento nos estados. A partir daí, o Brasil teve um aumento de medidas restritivas de circulação e do distanciamento social para evitar a proliferação da epidemia de coronavírus. Esse índice esteve acima de 50% no final de março e oscilou entre 45% e 50% durante abril.

A queda no isolamento social ocorre no momento em que o Brasil continua com altas de mortes. Ontem (9), foram registrados 1.272 novos óbitos, pelo boletim do Ministério da Saúde, com um total de 38.406. Na semana passada, o Brasil teve três dias seguidos de recorde de mortes.

Nas últimas três semanas, o distanciamento social tem caído constantemente no Brasil, no Rio e em São Paulo, dois estados com maior número de casos de covid-19. Na semana de 1º a 7 de junho, o índice medido pela In Loco ficou em 41,2% em média por dia no país. No período anterior, esse número era de 42,4%. E, na outra semana, de 44,1%.

O mesmo movimento verificou-se em São Paulo, onde o distanciamento social foi de apenas 41,5% em média por dia na semana de 1º a 7 de junho na sequência de quedas anteriores no mês de maio. E, assim como ocorreu no Brasil, o estado teve nesta segunda seu mais baixo índice de isolamento desde março.

A medição da In Loco marcou 38,2% em 8 de junho —ficando levemente acima somente de índice registrado em 19 de março (38,1%). As medidas restritivas de contato social foram implementadas em São Paulo a partir de 24 de março em decreto do governador João Doria (PSDB).

Na semana passada, Doria detalhou um plano para flexibilizar o isolamento em determinadas regiões do estado. Nesta terça, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou a reabertura do comércio na capital a partir de hoje (10).

No Rio de Janeiro, a segunda-feira teve um isolamento de 40,3%. A última vez que o estado teve um índice mais baixo foi em 17 de março, com 37,3%. Esse foi o primeiro dia de validade da quarentena imposta pelo governador Wilson Witzel (PSC).

No último sábado (6), Witzel baixou um decreto que permitia a reabertura de restaurantes, shoppings e a realização de eventos esportivos de alto rendimento desde que sem público. Na semana passada, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, já tinha reaberto áreas de lazer da capital e setores do comércio.

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