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Covid-19: Governador Helder Barbalho diz que Pará zerou fila de UTI

Helder Barbalho (MDB) afirmou hoje que o estado zerou a fila de UTI - Marcelo Camargo / ABr
Helder Barbalho (MDB) afirmou hoje que o estado zerou a fila de UTI Imagem: Marcelo Camargo / ABr

Do UOL, em São Paulo

02/07/2020 17h37

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou hoje que o estado zerou a fila de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), na pandemia do novo coronavírus.

"Neste momento, estamos com 46% de leitos clínicos e com 65% de leitos de UTI. Portanto, estamos num processo que nos dá tranquilidade de avançar, monitorando regiões, distribuindo leitos de UTI. Zeramos a fila de UTI, graças a Deus", comemorou ele, durante entrevista concedida à CNN Brasil.

Segundo a secretaria de Saúde, o estado registrou até agora 108.067 casos do novo coronavírus e 5.004 óbitos em decorrência da doença. Em maio, o governo local chegou a decretar o chamado lockdown —versão mais rígida do isolamento social, quando a recomendação se torna obrigatória— em Belém, devido ao número crescente de contágios.

Ainda durante a entrevista, Barbalho disse que, diante da gravidade pelo qual o Pará passou principalmente entre maio e junho, quando houve o pico de casos registrados, o governo decidiu criar um programa e dividir o estado por regiões para fazer o monitoramento semanal.

"O que vem sendo demonstrado nos números? Um platô muito permanente no número de contágios e uma redução drástica no número de óbitos. Nós criamos um programa em que dividimos o estado do Pará em bandeiramentos que classificam número de contágio e a capacidade de ofertas de saúde, para garantir a oferta de leitos —tanto clínicos quando de UTI. Temos feito o monitoramento semanal", destacou.

"Denuncismo"

Recentemente, Barbalho se tornou um dos alvos da Operação Para Bellum deflagrada pela PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) e que investiga a compra de respiradores que não funcionariam no combate ao coronavírus.

Os ventiladores pulmonares destinados ao tratamento de pacientes da covid-19 foram comprados sem licitação de uma empresa sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O valor da contratação foi de R$ 50,5 milhões. Metade desse valor foi pago antes dos produtos chegarem a Belém e ser constatado que não serviriam.

À CNN, Barbalho reclamou ainda daquilo que definiu como "processo de denuncismo" contra governadores e autoridades.

"Hoje mesmo eu recebi uma ligação de um colega governador, que não tem acesso à compra de medicamentos. Queria saber o que o governo do Pará estava fazendo. Estão temerosos com todo esse processo de denuncismo. O fato é que a falta de ofertas de determinados produtos, o desejo de salvar a vida da população, tem custado a muitos o sofrimento com a imaculação da imagem. É fundamental que o tempo possa esclarecer", justificou.

Sobre o secretário de Saúde, Alberto Beltrame, que também foi alvo da operação da PF, Barbalho disse que ele é um homem experiente e precisa estar focado nos esclarecimentos.

"Particularmente, o secretário Beltrame é um homem experiente, mas neste momento precisa estar focado no processo de esclarecimento que a Justiça pede. Não é possível que nós estejamos a mercê de problemas que tirem o foco da gestão. O meu desejo é que o Beltrame esclareça e tenho certeza que ele é capaz de esclarecer", pontuou.

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