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Aumento de homicídios em SP se deve a brigas entre conhecidos, diz governo

Viaturas da Polícia Militar de São Paulo enfileiradas; segundo o governo estadual, houve aumento de homicídios entre 2019 e 2020 por conta de "brigas interpessoais entre conhecidos" - Divulgação/Governo Estado de São Paulo
Viaturas da Polícia Militar de São Paulo enfileiradas; segundo o governo estadual, houve aumento de homicídios entre 2019 e 2020 por conta de "brigas interpessoais entre conhecidos" Imagem: Divulgação/Governo Estado de São Paulo

Alex Tajra

Do UOL, em São Paulo

29/08/2020 04h00

O aumento no número de vítimas de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) registrado este ano se deve "principalmente a brigas interpessoais entre conhecidos", disse o governo de São Paulo em nota enviada à reportagem.

Na terça-feira (25), a SSP (Secretaria da Segurança Pública) divulgou dados de criminalidade referentes a julho deste ano, os quais apontaram para um aumento do número de assassinatos.

Entre janeiro e julho deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 5,2% nas vítimas de homicídio doloso.

Os latrocínios — roubos seguidos de morte — aumentaram 2,8% nestes primeiros sete meses do ano, quando comparados ao mesmo período do ano de 2019.

"A taxa de homicídios dolosos dos últimos 12 meses (de agosto de 2019 a julho de 2020) ficaram em 6,44 casos por 100 mil habitantes. A variação dos indicadores no período analisado pela reportagem foi impactada principalmente pelas ocorrências de brigas interpessoais entre conhecidos", diz a nota da SSP enviada ao UOL.

Segundo os dados divulgados nesta semana, em julho deste ano, 223 pessoas foram assassinadas no estado. No consolidado dos sete meses, são 1.745 vítimas de homicídios dolosos.

No caso do latrocínio, 110 pessoas morreram entre janeiro e julho; só neste último mês foram 15 vítimas no estado.

Roubo e estupro caem

Já as ocorrências de crimes de roubo e estupro nos sete primeiros meses do ano caíram quando comparadas ao mesmo período de 2019. No caso dos roubos, a redução foi de 10,1%; dos estupros, 12%.

Comparando os dados do mês de julho deste ano e do ano passado, a queda nos roubos é ainda maior: 20,9%. Os estupros, no entanto, aumentaram em 8,3% na comparação com o mesmo mês de 2019.

"Em relação aos estupros, 24% dos casos registrados no período ocorreram em meses anteriores a julho. O total de registros foi puxado principalmente pelos casos envolvendo vulneráveis, os episódios envolvendo outras vítimas teve redução de 1,3% no mês", diz o governo.

Sobre os casos de estupros de vulneráveis, que representa mais de 70% do total de ocorrências de estupro no estado, tanto no mês de julho quanto no consolidado dos primeiros sete meses deste ano, a SSP informou que o governo do estado tem "para combater esses crimes e acolher às vítimas, é necessário combater a subnotificação".

A nota enviada diz que houve "ampliação do número de DDMs [Delegacias de Defesa da Mulher] 24 horas e os canais de para o registro de ocorrência, como a delegacia eletrônica. Além disso, as polícias atuam de maneira integrada, com uso de inteligência para reduzir a criminalidade, reforço no policiamento ostensivo e preventivo e nas investigações pelos setores especializados das Delegacias Seccionais e pelo DHPP".

"Os investimentos feitos contemplam a aquisição de mais de 50 mil novas armas, 11 mil coletes de proteção, 4 mil novas viaturas para a PM, PC e Bombeiros, 105 drones, entre outros equipamentos e ferramentas, tanto para o policiamento preventivo quanto para as investigações de crimes. O resultado são 12.906 prisões de criminosos, 969 armas de fogos retiradas das ruas e 4.126 flagrantes de tráfico de drogas, em julho deste ano."

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