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Flordelis e marido tinham relações sexuais com filhos, diz testemunha à TV

Flordelis é acusada de ter mandado matar o marido, o pastor Anderson do Carmo - Cláudio Andrade/Câmara dos Deputados
Flordelis é acusada de ter mandado matar o marido, o pastor Anderson do Carmo Imagem: Cláudio Andrade/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

01/09/2020 08h41Atualizada em 01/09/2020 15h49

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o marido Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019, mantinham relações sexuais com os filhos, segundo relatou ao "RJ2", da TV Globo, uma pessoa que chegou a morar na casa da família e foi citada em depoimento por testemunhas do caso.

"Durante o convívio, era perceptível que eles mantinham relações sexuais entre irmãos, entre pai e filha, entre mãe e filhos. Isso era nítido, notório e inclusive contado pelos próprios", disse ela, que preferiu manter o anonimato por medo de sofrer represálias da família da deputada.

Flordelis foi denunciada como mandante da morte do marido. Cinco de seus filhos, além de sua neta, foram presos no último dia 24, em operação coordenada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e pela Polícia Civil. Por ter imunidade parlamentar, a deputada não pode ser presa — a não ser em flagrante.

Ainda segundo a testemunha, Flordelis, que é mãe adotiva de 50 crianças, mantinha esse número de filhos apenas por "marketing pessoal", como uma "fonte de renda". As adoções começaram nos anos 1990 e deram fama a ela, que depois passou a fazer sucesso como pastora e cantora e se elegeu deputada federal em 2018.

A deputada, segundo a testemunha, usava o dinheiro arrecadado com o Ministério Flordelis para "sustentar seus luxos".

"Tanto Flordelis quanto Anderson não tinham nenhum tipo de emprego, nenhum tipo de renda. Esse marketing das 50 crianças ela praticamente era a única fonte de renda que eles possuíam", disse a fonte ao "RJ2". "O dinheiro circulava em grande quantidade na casa. Regalias, carro do ano, bons restaurantes, era isso a que [o dinheiro] era destinado."

Tratamentos diferentes entre os filhos

Corroborando com depoimentos de outros envolvidos, a testemunha também relatou à reportagem que havia diferença de tratamento entre os filhos biológicos e adotivos. Segundo ela, existia na casa uma geladeira que ficava trancada com cadeado; os únicos que tinham acesso a ela eram Anderson, Flordelis e Carlos, que cuidava da alimentação de todos.

"Algumas pessoas comiam um certo tipo de coisa e outras crianças, a grande maioria, tinham outro tipo de refeição. [Era] Batata frita para os mais privilegiados, bife... E para as outras crianças, sempre era frango, sempre era uma comida um pouco... De menor valor", lembrou.

Anderson se tornou uma pedra no sapato para Flordelis. Ela fez com ele exatamente o que ela faz com todos: retira do caminho. O que eles pregam não é exatamente o que eles vivem. Eles vivem uma vida de mentira, uma vida de omissões, uma vida sem amor, uma vida voltada praticamente para si, para o dinheiro, a riqueza e a fama.

'Sou inocente'

Em entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, Flordelis alegou ser inocente e disse não estar preparada para a prisão.

"E não vou ser [presa], porque eu sou inocente e tenho certeza que a minha inocência será provada nos próximos dias", disse ela. "Eu não matei. Eu não fiz isso do que estão me acusando. Eu não fiz. Não é real, não é verdade. É uma injustiça".

Flordelis também chorou e disse amar o marido assassinado. "Eu preciso saber quem mandou matar o meu marido. Eu não sei [quem mandou matá-lo]. Se eu soubesse, eu falaria aqui, agora. Quem mandou matar o meu marido está desgraçando com a minha vida."

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