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Irmã de médica picada por cobra conta de risco de amputação: "Desesperador"

Dieynne Saugo, conhecida nas redes sociais como "Dra. Fit", foi picada por cobra - Arquivo pessoal
Dieynne Saugo, conhecida nas redes sociais como "Dra. Fit", foi picada por cobra Imagem: Arquivo pessoal

Bruna Barbosa

Colaboração para o UOL, em Cuiabá

06/09/2020 19h20

Nathalia, irmã da médica Dieynne Saugo, picada por uma jararaca durante banho de cachoeira em Nobres (MT), contou ao UOL que quadro foi agravado por falta de antídoto contra o veneno.

"Se tivesse o soro antiofídico na hora, acho que [o quadro dela] não teria se agravado tanto", diz Nathalia Saugo. Dieynne foi picada no braço e no pescoço, próximo ao rosto, e precisou ser levada às pressas para Cuiabá, uma viagem que durou cerca de três horas.

A cachoeira fica no parque Serra Azul. A assessoria do parque foi procurada para comentar, mas ainda não se pronunciou. Ela foi atendida no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou debilitada.

Após aplicação do soro antiofídico, foi transferida para um hospital particular. Nathalia conta que, como a irmã precisa de atendimento especializado para animais peçonhentos, a família organizou uma "vaquinha" virtual de R$ 300 mil para custear a transferência para São Paulo e o tratamento.

"Todos os hospitais de Cuiabá estão lotados. Tinha vaga em um, mas era na ala de pacientes com covid-19. Até então, não sabíamos que ela já estava contaminada. Só ficamos sabendo no outro dia [quando ela já havia sido levada para São Paulo]", explica.

Apesar do diagnóstico de covid-19, a médica, conhecida nas redes sociais como "Dra. Fit", não apresentou sintomas da doença. Nathalia ressalta que o caso foi grave e a família precisou agir rápido. De acordo com ela, a irmã corria risco de ter o braço amputado por conta da picada da cobra.

"Ela estava tendo muita coagulação no sangue. Teve complicação no braço. Por conta do veneno, o músculo inchou muito, a circulação começou a fechar, corria risco de amputar. Foi desesperador", afirma.

Nathalia descreve que os últimos dias têm sido de "altos e baixos", já que Dieynne apresenta melhoras e também complicações. Hemorragias, sangramentos e anemia, por conta da grande perda de sangue, foram alguns dos problemas constatados pelos médicos.

No entanto, ela comemora que, desde ontem, as notícias têm sido mais "animadoras" para a família. Apesar de ainda não conseguir se comunicar e precisar de uma sonda para se alimentar, a irmã conseguiu ver Dieynne através de uma ligação por vídeo. Ela ainda escreveu um pedido para que orassem por ela.

"A recuperação dela agora está muito boa, cada dia vencendo mais uma batalha. O pescoço está desinchando bastante, e os médicos esperam tirar a traqueostomia nos próximos dias. O rosto dela chegou a ficar muito inchado, assim como o braço."

Nathalia não estava com a irmã no dia do incidente. Estava almoçando quando a mãe recebeu uma ligação com o aviso. Sem imaginar a gravidade da situação, ela relata que chegou a ficar tranquila.

"Na hora minha mãe ficou muito assustada, mas não imaginei a gravidade, fiquei tranquila. Quando minha mãe foi ao hospital para encontrar com ela, a Dieynne já estava tendo hemorragia. Um dos médicos ainda deixou minha mãe muito mais desesperada. Corri para lá", diz.

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