PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
1 mês

Idoso é morto dois dias depois de ser acusado de cegar cavalo no RN

Maus-tratos se tornaram públicos e causaram indignação na cidade - Reprodução/YouTube
Maus-tratos se tornaram públicos e causaram indignação na cidade Imagem: Reprodução/YouTube

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

19/10/2020 13h12Atualizada em 20/10/2020 07h55

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu inquérito para investigar o assassinato ocorrido ontem à noite de um idoso. O crime ocorreu apenas dois dias após ele ser detido por maus-tratos a um cavalo e ter sua identidade revelada em Extremoz, na Grande Natal. A principal linha de investigação até o momento é de que os casos são relacionados.

Jose Rosa de Lima, 65, foi morto a tiros dentro de casa por volta das 19 horas.

A polícia informou ao UOL que a vítima estava em sua residência no bairro do Pitangi, quando quatro homens armados arrombaram a porta, invadiram o local e dispararam contra ele. Em seguida, os criminosos fugiram e não houve prisões até o momento.
No local, a polícia obteve a informação de que o crime estaria relacionado ao fato de sexta-feira, quando o idoso foi acusado por populares de ser o autor de maus-tratos contra um cavalo.

O caso do ataque ao animal tornou-se público e gerou críticas nas redes sociais da cidade.

Ainda na sexta-feira à noite, ele chegou a ser detido sob a acusação de jogar óleo quente e cegar o animal. Testemunhas apontaram que o viram correndo com uma garrafa logo após o caso.

Lima não chegou a ficar preso e foi liberado em seguida ao depoimento e iria responder pelo crime de maus-tratos a animais.

No dia 29 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou uma lei em que amplia a pena para autores de maus-tratos a animais, mas que vale apenas para cães e gatos.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o último parágrafo, o presidente Bolsonaro sancionou a lei que amplia a pena contra autores de maus-tratos a animais no dia 29 de setembro, e não 29 de outubro. A informação foi corrigida.

Cotidiano