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Carrefour diz que destinará receita de hoje da rede para combate ao racismo

Do UOL, em São Paulo

20/11/2020 17h42

Motivado pela morte de um homem negro agredido por seguranças dentro de uma unidade da rede em Porto Alegre, o Carrefour anunciou que vai destinar a receita obtida no dia de hoje pelos supermercados da empresa para projetos de combate ao racismo. Na noite de ontem, véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, morreu após ser agredido com vários socos na cabeça.

"O valor será destinado de acordo com orientação de entidades reconhecidas na área. Essa quantia, obviamente, não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita", afirmou o Carrefour em nota.

Além disso, a rede de supermercados informou que amanhã abrirá todas as suas lojas duas horas mais tarde. Segundo o Carrefour, as unidades usarão o tempo para "reforçar o cumprimento das normas de atuação exigidas pela empresa a seus funcionários e empresas terceirizadas de segurança".

A unidade localizada no bairro Passo D'Areia, onde aconteceu o caso, permanecerá fechada amanhã.

O Carrefour ainda afirmou que busca contato com a família de João. No entanto, a sua mulher, que o acompanhava ontem no supermercado, disse que a empresa ainda não lhe deu suporte.

Magno Braz Borges e Giovane Gaspar Da Silva, os dois seguranças envolvidos na agressão, sendo um deles um Policial Militar temporário fora de serviço, foram presos ainda ontem e são suspeitos de homicídio doloso. Hoje pela tarde, a Justiça decretou a prisão preventiva deles.

Segundo laudo preliminar da perícia, a causa mais provável da morte foi asfixia. Relatos sobre o ocorrido apontam que, após as agressões, um dos seguranças tentou imobilizar João colocando o joelho em cima das costas dele, em uma cena que vem sendo comparada nas redes sociais com o que aconteceu com George Floyd nos Estados Unidos.

Floyd, um homem negro, foi asfixiado até a morte por um policial branco em Minneapolis, no final de maio, após o agente permanecer por mais de oito minutos com o joelho sobre seu pescoço.

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