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Policial ignorou pedidos de ajuda enquanto George Floyd era sufocado; veja

Do UOL, em São Paulo

15/06/2020 08h37Atualizada em 15/06/2020 09h36

Pessoas que passavam pelo local em que George Floyd estava sendo sufocado com o joelho de um policial pediram para os agentes pararem com a ação e verificassem o estado de saúde dele.

"Checa o pulso! Checa o pulso", diz um homem e uma mulher diversas vezes para um policial que estava parado em frente a Derek Chauvin — que pressionou o pescoço de Floyd com o joelho por 8 minutos e 46 segundos — e de George.

O policial, que segundo o advogado da família seria Tou Thao, ignora os pedidos inconformados de um homem, que exclamou que fazia três minutos que Floyd não se mexia. "Você vai deixar ele matar aquele homem na sua frente?", questiona o popular ao policial.

Em outro momento, o homem alerta novamente que Floyd "não estava se mexendo". A voz de uma mulher afirma: "eles não se importam, irmão". No fim da gravação, uma ambulância chega e uma maca é preparada para socorrer Floyd, inconsciente.

Pelo Twitter, o advogado da família, Ben Crump compartilhou as imagens. "Além de perturbador, ainda mais difícil de assistir do que o primeiro vídeo", escreveu ele. "Thao ficou de guarda enquanto Chauvin matava George... enquanto os espectadores tentavam salvar sua vida"

Além de Derek Chauvin, outros três policiais — Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng — são acusados pelo crime de homicídio. Chauvin, Tou Thao e Alexander Kueng seguem presos. Thomas Lane pagou fiança de pouco mais de R$ 3,5 milhões e segue em liberdade.

Floyd morreu após a abordagem policial, no dia 25 de maio. O homem de 46 anos teria tentado comprar algo numa lanchonete usando uma nota de 20 dólares falsa. Durante o sufocamento, Floyd repetiu que "não conseguia respirar".

Com a morte dele, os Estados Unidos e outros países registraram protestos em defesa das vidas negras e contra o racismo e a violência policial.

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