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Babá denuncia, e mãe é presa após espancar filho por xixi na calça em SC

Garoto foi agredido pela mãe em Balneário Camboriú - Divulgação/Conselho Tutelar Balneário Camboriú
Garoto foi agredido pela mãe em Balneário Camboriú Imagem: Divulgação/Conselho Tutelar Balneário Camboriú

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

01/12/2020 18h36

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma mãe suspeita de tortura contra o filho de cinco anos. As agressões ocorreram no sábado (28), em Balneário Camboriú.

A mulher está em liberdade desde ontem depois de passar por audiência de custódia. A vítima e outra filha da suspeita, uma bebê de seis meses, estão em um abrigo e aguardam uma decisão judicial sobre o destino da guarda.

O caso veio à tona através de denúncia de uma adolescente de 17 anos que prestava serviços de babá enquanto a mãe das crianças trabalhava. Ao ver o menino de cinco anos com marcas de agressão, a jovem acionou o Conselho Tutelar de Balneário Camboriú.

Os conselheiros se dirigiram até o local e lá confirmaram as marcas. A bebê de seis meses não apresentava ferimentos por agressões. O garoto foi levado para atendimento médico, e a mãe acabou sendo presa pelo crime de tortura pela Polícia Civil.

Em depoimento, segundo o Conselho Tutelar, o garoto informou que sofreu as agressões após fazer xixi na calça. Ele teria sujado a roupa após a mãe não ajudá-lo a ir ao banheiro. A mãe ratificou a versão. O espancamento aconteceu com uso de chinelos e um cabo de rodo.

A maioria das marcas estava nas costas da vítima, mas também era possível ver no rosto. Ele passou por exames após a suspeita de trauma na cabeça, mas os resultados apontaram somente hematomas.

"A criança disse que pediu três vezes para fazer xixi, mas parece que, na pressa para sair de casa, a mãe não ajudou e ele acabou fazendo nas calças. A gente colheu o relato dela, que confirmou a versão do filho e justificou que perdeu a cabeça", comentou a conselheira tutelar Camille Amorin.

Avó quer a guarda do menino

De acordo com o Conselho Tutelar, os irmãos foram levados para um abrigo da cidade em razão de as agressões ao garoto serem recorrentes. Eles são de pais diferentes e, por enquanto, a avó materna do menino manifestou interesse em ficar com a guarda.

"Eles agora esperam uma decisão da Justiça para saber o destino sobre a guarda. A mãe da suspeita viajou de Lages [a 289 km de Balneário Camboriú] e manifestou o interesse. A senhora contou que já cuidava do neto, mas que por problemas de saúde, ele passou a morar com a mãe. Como agora viu que não deu certo, quer ficar com ele", contou a conselheira.

O caso está com a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e Idoso de Balneário Camboriú. A reportagem procurou a unidade, mas não havia nenhum delegado disponível para comentar o caso. O Conselho Tutelar e a Polícia Civil também não informaram o nome da suspeita.

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