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8 meses

Família acredita que jovem desaparecida foi morta por ex-namorado no Rio

Pai de Bianca Lourenço chegou a subir morro e pedir para que traficante com quem a filha namorou entregasse o corpo dela - Redes sociais
Pai de Bianca Lourenço chegou a subir morro e pedir para que traficante com quem a filha namorou entregasse o corpo dela Imagem: Redes sociais

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

06/01/2021 21h13

A família de Bianca Lourenço, desaparecida desde o último domingo (3), acredita que a jovem de 24 anos foi morta pelo ex-namorado, identificado como Dálton Vieira Santana, um traficante da comunidade da Kelsons, localizada no bairro da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, onde os dois moravam.

O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil ontem devido à repercussão do crime nas redes sociais. A apuração teve início antes mesmo do registro da ocorrência, que só foi feito na tarde de hoje pela família. O pai da jovem prestou depoimento à polícia por quase três horas e confirmou aos investigadores que acredita que Bianca tenha sido morta pelo ex-namorado na própria favela.

O pai de Bianca, que não terá o nome divulgado por motivo de segurança, chegou a subir a comunidade e pedir ao traficante que entregasse o corpo da filha.

"Subi o morro e pedi que ele [Dálton] me devolvesse o corpo da minha filha, mas ele não me disse nada. Achava que o cara era um pé-rapado, mas é o chefe do tráfico", disse o pai ao UOL.

De acordo com a família, Bianca e Dálton mantiveram um relacionamento por mais de um ano. Os dois viviam juntos na favela da Kelsons, mas Bianca saiu de casa há dois meses e foi morar com o pai.

"Minha filha estava feliz, com a cabeça no lugar, mas por um descuido ela acabou indo para lá [para a comunidade]. Ela foi para uma festa com as amigas e nunca mais voltou. O que fiquei sabendo é que ela foi retirada da festa pelo braço, foi arrastada e a partir daí nunca mais vi minha filha."

Segundo o pai, o traficante não aceitava o fim do relacionamento. Ele suspeita que a jovem tenha sido agredida em outras ocasiões.

"Ela já apareceu algumas vezes com marcas roxas no corpo — braço, perna. Uma vez, ela estava com rosto machucado e disse que tinha caído de moto. Era mentira, né? Teve uma vez que ele tentou sequestrar a minha filha. Ela teve que ficar escondida na favela. Eu fui até lá, mas fui impedido de entrar", contou o pai da vítima ao UOL.

No dia que desapareceu, a jovem publicou algumas fotos nas redes sociais e escreveu: "Não existe nada melhor do que acordar em paz, estar em paz, viver em paz... Não me preocupo com mais nada. Obrigada, meu Deus".

As fotos da jovem foram inundadas de comentários sobre o crime.

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