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PM invade live de forró na PB após denúncia de aglomeração e músico reclama

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL, no Recife

28/03/2021 13h30

Uma live realizada pelo cantor de forró Raniery Gomes foi encerrada pela Polícia Militar da Paraíba, na noite de ontem. A apresentação durou quase duas horas, mas parou com a chegada dos policiais, que receberam uma denúncia de som alto e aglomeração.

A chegada dos PMs foi registrada pela equipe da live e também pelo cantor (veja o vídeo), que acusou a guarnição de invadir o imóvel, que fica na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

Nos vídeos, que foram parar nas redes sociais e viralizaram, o artista diz que o evento era solidário para arrecadar recursos para os músicos, que estão parados há quase um ano.

"Não tem aglomeração. Não tem som alto. O som está só nos fones. Mas vamos ter que encerrar a live senão a gente vai preso", disse Raniery Gomes, no vídeo.

As imagens mostram que, além do cantor e do apresentador da live, poucas pessoas da produção estavam no espaço.

"Eu vou lutar pela minha classe. Quem quiser que me prenda. Pode fechar o portão. Pode fechar e passar a chave que ninguém tem mandado para entrar aqui em casa", continuou o cantor em um dos vídeos.

O artista afirmou à reportagem que a live tinha o objeto apenas de ajudar os músicos, técnicos e roadies."O pessoal está sem poder tocar por causa da pandemia. Procuramos uma casa espaçosa e só estava a equipe mesmo", disse.

Raniery disse que a apresentação online começou por volta das 17h e logo foi interrompida pela PM. "A polícia já chegou dizendo que teve uma denúncia de perturbação alheia. Disseram que se não parasse ia todo preso. Paramos a banda e botamos o playback. Só quem escutava era quem estava com o fone de ouvido ou quem estava acompanhado a live no YouTube", continuou.

No entanto, acrescentou o cantor, os militares voltaram a exigir o término do evento. "Não teve acordo. Chegaram de novo e ameaçaram que chegaria um ônibus para levar todo mundo preso", disse o forrozeiro.

A Polícia Militar da Paraíba foi procurada, mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

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