PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
15 dias

Polícia investiga latrocínio após achar bolsa de vizinha na casa de vigia

Foto da bolsa de Aline Viana encontrada no apartamento de vigia, apontado como autor de assassinato da vizinha  - Divulgação/Polícia Civil
Foto da bolsa de Aline Viana encontrada no apartamento de vigia, apontado como autor de assassinato da vizinha Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Naian Lopes

Colaboração para o UOL, em Pereira Barreto (SP)

15/04/2021 15h43Atualizada em 15/04/2021 15h43

A Polícia Civil de São Vicente, no litoral de São Paulo, trabalha com a hipótese de que a morte de Aline dos Santos Viana, de 32 anos, atacada por um vizinho dentro do condomínio em que morava quando saía para trabalhar, possa ter sido um latrocínio, roubo seguido de morte.

A hipótese ganhou força depois que a bolsa da vítima foi encontrada no apartamento do vigia Washington Andrade de Jesus, de 36 anos, apontado como o autor do crime. Acuado por policiais, pouco depois de atacar a moça, ele se jogou do 7º andar do prédio onde morava, após colocar fogo no apartamento.

A bolsa teria sido encontrada pela namorada de Washington durante uma visita ao que sobrou do apartamento. Pelas imagens recuperadas das câmeras de segurança do prédio, foi possível ver que Aline carregava o acessório pouco antes de ser morta.

Além disso, o marido da vítima já esteve no 2º Distrito Policial de São Vicente, que investiga o caso, e reconheceu o item como sendo da mulher.

Como o aparelho de smartphone de Aline não estava na bolsa juntamente com outros itens, como óculos e carteira, a polícia passou a aventar a possibilidade do caso ser um latrocínio. O fato de Washington sofrer com o vício em drogas também foi considerado para alimentar a tese do roubo seguido de morte.

O UOL conversou com Vladimir Mogon Fracalacci, escrivão-chefe do 2º Distrito Policial de São Vicente, e ele foi enfático sobre a mudança de rumo. "Nós mudamos a natureza do crime no Boletim de Ocorrência de homicídio para latrocínio", conta.

O escrivão afirma ainda que a localização da bolsa foi fundamental para a investigação.

"A gente queria saber qual o motivo? Aquela menina morreu de graça? Não, ela morreu por roubo", diz. "Tem gente falando que foi estupro, não teve nada de estupro, foi roubo para comprar a porcaria da droga".

O escrivão acrescenta ainda que o caso estaria praticamente encerrado.

"É um caso natimorto porque o autor morreu, a punição é extinta. Não houve cúmplice, está tudo muito claro", garante.

O caso

Segundo as imagens, a vítima, Aline Viana, colocava a chave da moto na ignição quando foi atacada por um soco, desferido pelo vizinho, e em seguida arrastada para as escadas do prédio.

Depois que ela não compareceu ao trabalho, a chefe de Aline entrou em contato com o marido da moça, que estranhou ao ver o veículo da mulher ainda na garagem e, com o auxílio do síndico, começou uma busca.

O corpo foi localizado pouco depois na área térrea, perto das escadarias, já sem vida.

Policiais que atenderam a chamada, passaram a seguir as pegadas de sangue encontradas no local do crime, que paravam no apartamento de Washington.

Ao ser questionado, ele teria dito palavras desconexas, sem abrir a porta, e colocou fogo no local. Antes dos policiais conseguirem entrar, o suspeito se jogou do 7º andar e morreu na hora.

Cotidiano