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Defesa de Jairinho diz que cartas de Monique não convencem pai de Henry

Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, no Rio

03/05/2021 16h20Atualizada em 03/05/2021 17h01

A defesa do vereador Dr. Jairinho (sem partido) afirmou que as cartas escritas pela professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e divulgadas pela defesa dela são inconsistentes.

Segundo o advogado Braz Sant'Anna, o conteúdo dos documentos não convenceu nem mesmo "o próprio ex-companheiro" de Monique, o engenheiro Leniel Borel.

A declaração aconteceu após a divulgação de cinco cartas escritas por ela, relatando sua visão dos episódios na madrugada de 8 de março, quando o filho morreu. Ela ainda relata supostas agressões cometidas pelo namorado contra ela, pede desculpas a Leniel e "implora" um novo depoimento ao delegado responsável pelo caso.

"A defesa de Monique adotou esta linha de defesa, a nosso ver, bastante inconsistente, que não convenceu o próprio ex-companheiro (Leniel). No curso do processo, cairá por terra mais esta versão defensiva", afirmou Sant'Anna ao UOL.

No bilhete enviado ao engenheiro, a professora pede perdão ao ex-marido e diz que "não sabia o que estava acontecendo". Ele falou não acreditar na versão da mãe da criança.

Em outra carta sobre Jairinho, Monique chama o vereador de "psicopata" e diz que o antigo namorado é um "homem ruim, doente e esquizofrênico".

"Eu acreditava no Jairinho, cegamente e não sei porquê. Meu filho dizia que ele era um homem mau. E eu não acreditei", escreveu em um trecho.

A mulher acusou ainda o advogado André França Barreto - que representava o casal - de arquitetar uma versão falsa a respeito da morte do menino.

"O advogado começou a me fazer um monte de pedidos e que todos os dias fôssemos treinar com ele, quase que de maneira insana, uma nova versão dos fatos, inventada por ele", afirmou Monique.

Procurada, a equipe que assessora o advogado disse que "a defesa sempre pautou a sua atuação pela ética e pela técnica, jamais alterando a narrativa apresentada pelo casal, desde o início e de forma única. Adotamos, inclusive, a investigação defensiva, para verificar e dar visibilidade ao que o casal afirmava".

Nas cartas reveladas no Fantástico e às quais o UOL também teve acesso, Monique volta a pedir para a Polícia Civil que seja ouvida novamente. A mãe de Henry chega a implorar para que os agentes colham um novo depoimento, alegando que foi manipulada.