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Kalil anuncia reabertura de feiras e clubes, e amplia horário do comércio

Prefeito de BH, Alexandre Kalil, anuncia novas flexibilizações na capital mineira - Reprodução/Redes Sociais
Prefeito de BH, Alexandre Kalil, anuncia novas flexibilizações na capital mineira Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Mariana Durães

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

06/05/2021 11h16Atualizada em 06/05/2021 12h31

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, anunciou novas flexibilizações para o comércio da cidade. A partir de sábado (8), bares e restaurantes terão o horário de funcionamento ampliado. Assim, antes autorizados para funcionar até 16h, poderão ficar abertos até 19h, de segunda a sábado.

Feiras, clubes e serviços de lazer voltam a funcionar sem restrição de horário. Os comércios não essenciais, que estavam proibidos de abrir aos domingos desde 28 de março, também voltam a funcionar - com exceção de bares, restaurantes, shoppings e centros comerciais. Com isso, padarias, supermercados, açougues e sacolões; lojas de materiais de construção e de peças de veículos automotores; assim como bancas de jornal e revistas, podem funcionar de 5h às 22h.

"Eu peço aos bares e restaurantes, aos clubes que vão ser reabertos, às feiras que serão reabertas. Tenham cuidado, tenham responsabilidade", pediu o prefeito.

A decisão, comunicada na manhã de hoje, foi feita com base na melhora de indicadores de infectados e internados pela covid-19 na capital mineira. De acordo com os últimos dados divulgados ontem pela SMSA (Secretaria Municipal de Saúde), a taxa de transmissão por infectado (RT) está em 0,95. Apesar de estarem em queda nos últimos dias, os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para pacientes com covid-19 seguem na faixa vermelha, com 76,1%. Já a ocupação de enfermarias está em 53,5%.

Além de Kalil, a coletiva teve a presença dos secretários de Saúde, Jackson Machado, e Planejamento, André Reis, assim como dos infectologistas que integram o comitê de enfrentamento ao coronavírus.

    Questionado sobre a possibilidade de ampliar ainda mais o funcionamento de bares e restaurantes para 21h, o secretário de Saúde descartou a chance. Segundo ele, apesar de entender as demandas do setor, o objetivo da prefeitura é evitar que as aglomerações aconteçam e que haja descontrole. Por isso, de acordo com Jackson Machado, a estratégia de flexibilizar "devagar" foi pensada para escapar do abre e fecha total a cada 10 dias.

    "Nós sabemos que quanto mais tempo um bar fica aberto, as pessoas vão perdendo os freios. O uso da máscara para de acontecer, as pessoas passam a falar alto e aglomerar mais, passam para a mesa um do outro", disse.

    Kalil pede que população evite contato no Dia das Mães

    Lembrando que a flexibilização acontece um dia antes do Dia das Mães, o prefeito pediu que as pessoas evitem encontros presenciais e prefiram "um presente na porta, uma live, o uso da imaginação". Kalil lembrou que, desde o ano passado, vem pedindo para que as pessoas evitem misturar famílias em datas comemorativas para evitar que fossem as últimas comemorações. Mas, segundo ele, "ninguém acreditou".

    O prefeito reforçou que, principalmente os mais jovens, precisam se cuidar. Isso porque, de acordo com ele, a quantidade de pessoas abaixo de 40 anos internados na capital é grande e ainda não há vacina disponível para esses públicos. "Tenham cuidado, tenham responsabilidade. Não podemos ficar apegados à segurança e abandonarmos os cuidados que devemos ter para nos mantermos vivos", afirmou.

    Para reforçar a mensagem, o chefe do executivo de BH citou a morte do ator e humorista Paulo Gustavo, vítima da covid-19 aos 42 anos. "É simplesmente a morte de um ente muito querido a todos. Mas é mais um CPF que se foi e não passará o Dia das Mães com a mãe dele, que está viva", finalizou.

    Falta de CoronaVac para 2ª dose em BH

    Belo Horizonte vem enfrentando dificuldade para vacinar idosos entre 64 e 67 anos com a 2ª dose de CoronaVac, porque faltam vacinas. Para o prefeito Alexandre Kalil, a culpa é do ministério da Saúde que agiu com "irresponsabilidade" ao orientar o uso de todas as vacinas para ampliar o público imunizado.

    A prefeitura, segundo Kalil, teria evitado seguir a orientação, até receber o ofício que acreditava ser "responsável". "Nós não recebemos um documento oficial responsável. É isso que querem jogar nas costas do secretário de Saúde e da Prefeitura de Belo Horizonte. Foi irresponsabilidade do Ministério da Saúde, que mandou um documento que acatamos", disse.

    De acordo com o prefeito, no entanto, não há perdas na imunização com o atraso. A previsão, segundo Kalil, é que com a chegada de um novo lote a aplicação volte a se normalizar na próxima semana. O secretário de Saúde Jackson Machado pediu calma.

    "Não há necessidade das pessoas ficarem angustiadas, telefonando ou procurando os Centros de Saúde. Quando a prefeitura de Belo Horizonte inclui um grupo etário para vacinar, é porque temos todas as doses para vacinar aquele grupo", disse. E explicou, ainda, que as pessoas não precisam ir aos locais de imunização logo no primeiro dia, já que as doses estão garantidas. "A gente entende a angústia, mas é importante que saibam que não há necessidade de ficar três horas em pé", esclareceu.

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