PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
1 mês

Miliciano Ecko é enterrado sob queima de fogos no Rio

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

13/06/2021 16h09Atualizada em 13/06/2021 23h37

Sob a queima de fogos de artifício, o corpo do miliciano mais procurado do Rio, Wellington da Silva Braga, o Ecko, foi enterrado na tarde de hoje no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, zona Oeste da cidade.

O cemitério confirmou ao UOL que o enterro atraiu dezenas de pessoas e que contou com uma forte queima de fogos.

O sepultamento ocorreu por volta do meio-dia, depois de velado em capela por amigos e familiares. Do lado de fora do cemitério, agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil acompanharam a cerimônia.

Quem foi Ecko?

Miliciano mais procurado do Rio de Janeiro, Ecko foi morto ontem durante uma operação policial que tentava capturá-lo após mais de quatro anos de fuga.

Ecko - Reprodução - Reprodução
Ecko, um dos narcomilicianos mais procurados do Rio
Imagem: Reprodução

Ele foi preso em Paciência, justamente em sua principal área de atuação. O miliciano acabou baleado na ação, teria sido levado de helicóptero, mas morreu no hospital, segundo a corporação.

A policia relata que Ecko teria apontado um fuzil contra os agentes enquanto tentava fugir quando foi baleado pela primeira vez. O segundo disparo ocorreu dentro da viatura policial usada para levá-lo até o helicóptero. O tiro foi uma reação ao miliciano, que teria tentado tomar o fuzil de um policial dentro do carro.

A Polícia Civil justifica que não algemou Ecko na viatura "para não agravar o ferimento [provocado pelo primeiro tiro], o que acabou possibilitando a ação do bandido".

A operação ganhou o nome de Dia dos Namorados, já que ocorreu na data comemorativa. A ação monitorou a movimentação dos familiares que Ecko visitaria ontem. Os agentes chegaram ao local após interceptações telefônicas que duraram cinco meses, segundo o Tribunal de Justiça.

No ano passado, o ex-capitão da Polícia Militar Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), também foi morto na tentativa de prendê-lo no interior da Bahia.

Cotidiano