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Casal é preso por cobrar até R$ 150 mil por vaga em curso de medicina

Casal é preso suspeito de cobrar até 150 mil reais por vaga em faculdade de medicina - PCGO/divugação
Casal é preso suspeito de cobrar até 150 mil reais por vaga em faculdade de medicina Imagem: PCGO/divugação

Pedro Paulo Couto

Colaboração para o UOL, em Goiânia

30/07/2021 20h01

O casal Alaor Cunha Filho e Mayara Pissomani foi preso suspeito de vender vagas, que não existiam, em universidades públicas de medicina por até R$ 150 mil cada. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o golpe era praticado contra pessoas que buscavam a transferência de outros países da América do Sul para instituições brasileiras. A dupla já estaria aplicando golpes há cinco anos e teria feito vítimas em pelo menos cinco estados.

Alaor e Mayara foram presos preventivamente em um condomínio de alto padrão na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), na última segunda-feira (26). Segundo o delegado William Bretz, do 8° Distrito Policial de Goiânia, eles tinham uma vida de luxo com o dinheiro dos golpes aplicados, que, de acordo com as investigações, começaram em 2016.

"Eles possuíam veículos que somavam quase R$ 1,1 milhão de reais, que foram apreendidos, além de casa no valor de um milhão, relógios caros e aparelhos de celular de última geração", disse o delegado ao UOL.

Segundo William Bretz, os dois ofereciam as falsas vagas em diversas universidades públicas do país. Há vítimas no Rio de Janeiro, no Mato Grosso, em Minas Gerais e no Maranhão. Em Goiás, segundo o delegado, duas pessoas foram enganadas - uma delas pagou 35 mil reais para trazer a filha do Paraguai para estudar no Brasil.

Casal golpes GO - PCGO/divugação - PCGO/divugação
Casal é preso suspeito de cobrar até 150 mil reais por vaga em faculdade de medicina
Imagem: PCGO/divugação

"As vítimas eram aliciadas nas redes sociais, principalmente em grupos de interesse em transferência de faculdades de medicina. Eles procuravam essas pessoas, ofereciam as vagas, apresentavam documentos falsos e após o pagamento, eles sumiam", explica William Bretz.

O delegado disse ainda que o pagamento era sempre via transferência bancária e que há casos sendo investigados de vítimas que foram ameaçadas pelo casal, após descobrirem o golpe. "Eles diziam que conheciam policiais, que não seriam presos e as vítimas ficavam com medo. Agora, com a prisão deles, acreditamos em uma enxurrada de denúncias", diz o delegado.

Segundo a defesa de Mayara Pissomani, ela não tem conhecimento dos casos e já prestou esclarecimentos. A reportagem não conseguiu contato com Alaor Cunha Filho.

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