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Araçatuba: Marceneiro que teve pés amputados por bomba recebe alta

O marceneiro Clayton Alexandro Soares Teixeira, atingido por explosivos deixados por quadrilha em Araçatuba (SP) - Arquivo pessoal
O marceneiro Clayton Alexandro Soares Teixeira, atingido por explosivos deixados por quadrilha em Araçatuba (SP) Imagem: Arquivo pessoal

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

10/09/2021 12h02Atualizada em 10/09/2021 16h34

O marceneiro Clayton Alexandro Soares Teixeira, 26 anos, que teve os pés amputados após ser atingido por um explosivo deixado por criminosos que atacaram agências bancárias, em Araçatuba (SP), recebeu alta hospitalar na manhã de hoje e pôde voltar para casa.

Ele estava internado na Santa Casa desde o 30, data do ataque. Clayton teve que passar por cirurgia para amputar os dois pés e corrigir lesões nos dedos causadas pela explosão do artefato.

A família relata que, apesar da amputação, o jovem está se recuperando bem e está feliz em ter retornado para casa. "Ele chegou em casa há poucos minutos e ainda estamos organizando tudo, mas só dele estar bem já é motivo de muita alegria", relatou um familiar.

Clayton estava na casa dos tios quando aconteceu o ataque às três agências bancárias. O marceneiro esperou a quadrilha sair da cidade e decidiu voltar de bicicleta para sua casa, onde mora com a mãe.

No trajeto, foi atingido pela explosão da bomba, que estava na calçada em frente a uma loja de sapatos.

Câmeras de segurança de comércios mostram o momento em que o jovem mexe em dois artefatos deixados na rua. Depois ele sai de bicicleta e segue para outra rua da área central. O momento da explosão não foi flagrado pelo sistema de monitoramento.

Campanha virtual

Clayton, que mora com a mãe, é o responsável pelo sustento da casa e pelos cuidados com a matriarca, que tem diabetes e um problema cardíaco.

Devido à situação, a família relata que o jovem e a mãe tiveram que se mudar para a casa do irmão do jovem.

Para ajudar nos custos da nova vida e na compra de equipamentos como cadeira de rodas e, futuramente, próteses, a família do marceneiro criou uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar R$ 15 mil. Até a publicação da reportagem, a campanha arrecadou pouco mais de R$ 44 mil.

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