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Cirurgião plástico é morto em assalto a 500 m de delegacia no Rio

Claudio Marsili, de 64 anos, estacionava o carro quando foi abordado  - Reprodução/Instagram
Claudio Marsili, de 64 anos, estacionava o carro quando foi abordado Imagem: Reprodução/Instagram

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

19/10/2021 11h54Atualizada em 19/10/2021 21h36

O cirurgião plástico Claudio Marsili, 64, foi morto a tiros na manhã de hoje, em um assalto no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, em frente à clínica em que chegava para trabalhar e da qual era sócio.

De acordo com informações da PM (Polícia Militar), Claudio estacionava o carro, uma Hilux cinza, na rua Fernando Mattos, quando foi abordado por criminosos que estavam em um Renault Sandero de cor preta, com placas clonadas, localizado horas depois do crime.

Segundo informações preliminares, Claudio entrou no veículo, mas foi baleado e morreu no local. O veículo do cirurgião foi levado no assalto e encontrado na tarde de hoje, na Rua Martins Pena, na Tijuca. A mochila da vítima com caneta e carimbo médico também foi achada pela polícia.

O local do crime fica a apenas 550 metros da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital).

A Polícia Civil informou no começo da tarde que o carro utilizado no assassinato do médico foi apreendido em uma ação integrada entre a DH e equipes da PM, que atuam no morro do Turano, na Tijuca, na zona norte da cidade. Um homem foi detido com o veículo e uma chave que pode ser a do carro do médico.

Em sua página na internet, Claudio Marsili se apresentava como cirurgião plástico "com vasta experiência e sempre em busca do rigor técnico, respeitando os critérios máximos de segurança exigidos". Ele diz ainda que "aborda a beleza como conceito de saúde e autoestima elevada".

O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações sobre os envolvidos na morte do cirurgião, por meio do telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.

Filho Italo Marsili foi cotado para Ministério

Formado em medicina pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), o cirurgião é pai de Italo Marsili que chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde, após a saída de Nelson Teich da pasta. Italo tem 1,4 milhão de seguidores no Instagram.

Na tarde de hoje, ele se pronunciou sobre o ocorrido, em áudio, agradecendo as orações direcionadas ao pai.

A morte não é a palavra final para quem tem fé. A morte não é o último degrau. Para quem tem fé, para quem tem esperança, a morte é o primeiro degrau para a vida eterna. E meu pai tinha muita fé, muita esperança e transmitiu isso. Hoje, quando eu cheguei no local, a quantidade de pessoas, de funcionários dele da clínica, que estavam olhando para ele e com lágrimas nos olhos e sentindo a falta dele, isso é um sinal de que ele foi uma pessoa muito generosa. Vocês não têm ideia. Muito obrigado por isso tudo
Italo Marsili

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) declarou em nota que "está consternado e lamenta a morte do renomado colega Claudio Marsili, por um motivo tão cruel".

"Pedimos às autoridades que assegurem o nosso direito de ir e vir e que os responsáveis sejam devidamente punidos. O Cremerj se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de dor", concluiu a instituição.

Filha de médico sofreu sequestro relâmpago

Em setembro, uma das filhas do cirurgião, Mila Marsili, sofreu um sequestro-relâmpago quando estava com o marido e a filha, de 2 meses, também na Barra da Tijuca.

A família estava em um Mini Cooper, na praça Professor Souza Araújo, quando foi abordada. Três criminosos entraram no carro e dirigiram até a Linha Amarela - via expressa que liga as zonas norte e oeste, onde a família foi deixada.

No boletim de ocorrência ao qual o UOL teve acesso, a família relatou que os bandidos pareciam perdidos na região.

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