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Marília Mendonça: laudo do IML deve atestar 'politraumatismo', diz legista

09.nov.2021 - Avião em que estava Marília Mendonça foi resgatado e destroços foram para o Rio de Janeiro - DOCTUM TV
09.nov.2021 - Avião em que estava Marília Mendonça foi resgatado e destroços foram para o Rio de Janeiro Imagem: DOCTUM TV

Do UOL, em São Paulo

12/11/2021 18h27Atualizada em 12/11/2021 20h03

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) de Caratinga que investiga a causa da morte da cantora Marília Mendonça e dos outros quatro ocupantes da aeronave que caiu na sexta-feira passada (5) deve ficar em pronto em dez dias, segundo o jornal O Globo. O médico legista responsável pelo caso, Pedro Coelho, antecipou que deve atestar "politraumatismo contuso" no documento que será entregue à Polícia.

De acordo com Coelho, a classificação define que houve múltiplas lesões em órgãos vitais, o que indica que o óbito foi constatado instantaneamente após o acidente. Outros exames serão enviados para IML de Belo Horizonte, que possui mais recursos para as investigações. Lá, serão analisadas as condições cardíacas e neurológicas do piloto, Geraldo Medeiros, e do copiloto, Tarcísio Pessoa Viana. Também haverá a solicitação de exames toxicológicos.

"É preciso descartar ou confirmar, por exemplo, se o piloto ou o copiloto passaram mal durante o voo, se tiveram ou não um mal súbito. Todo tipo de detalhe precisa ser analisado", disse o médico à publicação.

Ainda, segundo o médico legista, não foi encontrado qualquer indício de uma possível descarga elétrica. Uma das hipóteses levantadas pelas autoridades era a de que uma das hélices do bimotor havia se chocado com um cabo de uma torre da empresa de energia Cemig.

"Normalmente em casos de choque há queimaduras e não havia esse tipo de lesão", disse ele.

Nesta semana, o empresário Aníbal Martins Julião Júnior, dono do terreno onde a aeronave caiu, disse que viu o momento em que o bimotor bate em um cabo de energia antes de cair. "Foi trágico e muito rápido. Os meus empregados gritaram quando viram o avião bater no cabo e eu me virei a tempo de ver a queda", afirmou Júnior, ao jornal O Globo.

O laudo fará parte do inquérito que investiga as causas do acidente.

Motores também estão sendo estudados

Além dos exames do IML, os motores da aeronave também estão sob perícia. Eles seguirão um protocolo internacional, que autoriza o acompanhamento dos procedimentos por representantes da Polícia Civil, do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e da fabricante dos motores.

Os destroços, removidos da cachoeira onde aconteceu o acidente, chegaram na terça-feira (9) no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro.

"A nossa investigação busca apenas a prevenção de futuros acidentes", disse o brigadeiro do ar Marcelo Moreno, chefe do Cenipa.