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Confusão após pane de avião em MT deixa criança com perna fraturada

Passageira mostrou passageiros nos arredores de pista e avião parado após saída de emergência  - Reprodução/Instagram
Passageira mostrou passageiros nos arredores de pista e avião parado após saída de emergência Imagem: Reprodução/Instagram

Pietra Carvalho

Do UOL, em São Paulo

26/11/2021 10h18Atualizada em 26/11/2021 13h27

O desembarque de emergência feito ontem em um avião em Várzea Grande (MT) deixou uma menina de 5 anos com uma fratura na perna. O voo tinha como destino o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas sofreu uma pane e as 132 pessoas que estavam a bordo tiveram que descer por tobogãs para a pista do Aeroporto Marechal Rondon.

A fisioterapeuta Juliana Fávero estava no voo acompanhada do marido e dos dois filhos pequenos, de 3 e 5 anos. Na confusão, a filha mais velha de Juliana acabou sofrendo uma fratura em um osso da perna. Ela só foi atendida pela manhã, quando não conseguiu andar por causa do ferimento. Segundo a família, a equipe médica do aeroporto mato-grossense afirmou que a criança tinha "apenas uma contusão".

"Ela fraturou o terço distal da tíbia. Ela só relatou dor pra mim após já estarmos de volta ao saguão. No primeiro momento, eu achei que tivesse sido alguma batida durante o trajeto da saída, pedi se tinha alguém para ver e eles disseram que estavam aguardando o Samu, mas eu nem vi o Samu", detalhou a fisioterapeuta.

Ao amanhecer, ela foi andar e caiu por conta da dor. Aí, solicitei atendimento e a equipe médica do aeroporto foi até nós, e disse que se tratava apenas de uma contusão.

Vários dos hóspedes que tiveram que esperar até a manhã por um novo voo foram alocados em hotéis até a viagem. Os profissionais de saúde chegaram a oferecer que a menina fosse transferida para o Pronto-socorro de Várzea Grande para mais exames, mas como estava com o outro filho pequeno, Juliana preferiu resolver a situação depois.

Ela relembra que, no momento do desembarque, os passageiros não receberam orientações pelo sistema de som da aeronave, sendo guiados até os tobogãs pelas aeromoças. "Eu mesma só ouvi o grito das pessoas, não houve nenhum anúncio pelos microfones", contou. "Não houve nenhuma organização, até porque, como nos foi dito, era para evacuar o mais rápido possível e assim foi feito".

Apesar dos problemas, a passageira disse acreditar que a companhia fez "o certo", criticando apenas a falta de comunicação e a falta de uma equipe de emergência no local imediatamente.

Acredito que o que fizeram no momento foi o mais certo, apesar de todo o despreparo. O que mais me chocou nem foi a falha de comunicação e resolução com a companhia aérea, e sim não terem equipe de resgate ou qualquer auxílio no aeroporto. Acredito que os primeiros socorros quem deveria fazer seria o aeroporto. Mas não tinham nada, nada, nada. Penso que se tivesse acontecido algo mais grave, a tragédia seria imensurável.

Em nota, a empresa de transporte aérea Azul informou que a aeronave teve a decolagem abortada após perceber que havia um problema.

"A Azul informa que a aeronave que realizaria o voo AD2751 (Cuiabá-Guarulhos) teve sua decolagem abortada após a identificação de uma pane na aeronave, tendo o comandante do voo realizado o procedimento padrão previsto para esse tipo de situação. Os clientes evacuaram a aeronave por meio das saídas de emergência do avião. A Azul destaca que está prestando todo o apoio necessário aos Clientes, lamenta o ocorrido e reforça que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações".

As causas dos problemas na aeronave ainda são investigadas.

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