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Ministro diz que governo ajuda Bahia, mas não explica ausência de Bolsonaro

Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho:  - Marcos Corrêa/PR
Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho: Imagem: Marcos Corrêa/PR

Do UOL, em São Paulo

29/12/2021 16h59

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro está acompanhando, mesmo à distância, a situação da Bahia, onde as chuvas atingiram dezenas de cidades, provocando mortes, desabrigando moradores e destruindo estradas e pontes. Segundo o ministro, Bolsonaro está liderando a atuação do governo federal no estado.

"O presidente está atento, está monitorando, está nos dando todas as condições para que o trabalho seja feito. Ele oportunamente vai avaliar a necessidade de voltar ao local. Agora, a presença física do presidente, que já ocorreu na Bahia, não significa que vai haver uma maior ou menor intensidade na ajuda que está sendo concedida", disse Marinho à CNN.

Na entrevista à CNN, o ministro criticou a imprensa que tem destacado a ausência de Jair Bolsonaro nas cidades atingidas pelas chuvas e destacou que o presidente tem atuado na coordenação das ações do governo federal e determinado a ministros e órgãos do governo a liberação de recursos, mobilização de pessoal e de equipamentos para acolhimento da população atingida, a prioridade neste primeiro momento.

"É uma guerra de narrativas. Estamos todos integrados e absorvidos para a resolver a situação e com a atuação do presidente da República. Essa guerra política tem que ficar para depois", respondeu o ministro do Desenvolvimento Regional quando perguntado pela terceira vez na entrevista por que o presidente não foi à Bahia, em sinal de "empatia" ao povo baiano.

"Além de ter ido à Bahia em dezembro, o presidente tem nos acionado diariamente, ao ministros, às Forças Armadas", disse Marinho. Para ele, "há uma cobrança que parece paradoxal".

"A imprensa criticou o presidente (quando esteve na Bahia em dezembro) porque ele foi bem recebido. Quando o presidente manda ministros é criticado. Então, ele é criticado quando vai e quando envia os ministros", disse o ministro, que em nenhum momento disse por que Bolsonaro optou por seguir em férias.

Ajuda em três etapas

O ministro do Desenvolvimento Regional disse que o governo federal está priorizando neste momento o acolhimento das pessoas atingidas pelas chuvas e enchentes. Essa seria a primeira etapa de atuação do governo federal.

Só depois que as águas baixarem, disse Marinho, é que será possível iniciar as etapas seguintes de ajuda do governo federal ao estado baiano.

Na segunda etapa, a preocupação será com o restabelecimento dos serviços interrompidos, como os de energia e água, além da retirada dos entulhos.

Só a terceira etapa então será a de reconstrução. "A gente só pode reconstruir quando as águas baixarem. Agora é acolhimento. E isso estamos fazendo na medida em que o socorro é solicitado, de maneira coordenada, nas regiões atingidas", disse Marinho.

Recursos liberados pelo governo

O ministro do Desenvolvimento Regional disse que o governo já está liberando recursos para a Bahia. Ele citou R$ 120 milhões, em verbas que incluem por exemplo, R$ 12 milhões em medicamentos e R$ 80 milhões para Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Segundo o ministro, o governo já atendeu pedidos de 30 municípios baianos e está para liberar recursos para outras 50 cidades, que devem ter a liberação dentro de um período de 48 horas, disse Marinho.

"Não temos previsão de quanto em recursos serão necessários. Isso depende de cada município. E isso só será possível calcular após as águas baixarem", disse Marinho à CNN.

Outras regiões

O ministro do Desenvolvimento Regional disse que o governo federal está monitorando situações provocadas pelas chuvas em outros estados, citando Goiás, Tocantins, Piauí, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além da Bahia.

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