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Mulher encontra cobra, pensa ser brinquedo e leva susto: 'Mostrou a língua'

Cobra estava em cômodo onde o proprietário da casa faz home-office, em Campo Grande (MS) - Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal
Cobra estava em cômodo onde o proprietário da casa faz home-office, em Campo Grande (MS) Imagem: Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal

Caio Santana

Do UOL, em São Paulo

18/01/2022 19h56Atualizada em 18/01/2022 19h56

A diarista Ironilda Arruda apenas começava seu dia de trabalho quando foi surpreendida por uma cobra durante uma faxina em um cômodo na manhã de ontem. Inicialmente, ela achou que fosse um brinquedo. Ela trabalha em uma casa do bairro Parque Residencial Rita Vieira, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

"Peguei o aspirador para limpar o primeiro cômodo, que é o escritório. Comecei a passar o aspirador, puxei a porta e nisso estava ela lá, imóvel, enrolada. Fiquei olhando para ver se era uma cobra [de brinquedo] de borracha ou se era de verdade. Nisso, ela me mostrou a língua duas vezes e eu me assustei", conta a diarista em entrevista ao UOL.

Ironilda disse que prontamente avisou o patrão, o jornalista Rodrigo Corrêa, pedindo socorro. Corrêa então acionou o Corpo de Bombeiros e foi encaminhado para falar com a PMA (Polícia Militar Ambiental). Ele se mudou para a nova casa no início de dezembro e afirmou que, por estar em um bairro novo, há muitos terrenos, inclusive baldios.

foto 1 - Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal
O jornalista Rodrigo Corrêa e a diarista Iranilda de Arruda após a policiais ambientais resgatarem cobra
Imagem: Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal

"Concomitante a isso, nosso bairro está sendo asfaltado. Máquinas para lá e para cá andando o dia todo. Tanto que minha rua não é asfaltada. Acredito que essa cobra tenha fugido da toca justamente por conta disso, o habitat dela tenha sido invadido pelas ações humanas", afirma ele.

Após atender o chamado, a PMA fez o resgate e encaminhou a cobra para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres). Um tenente-coronel do órgão disse que a cobra encontrada parecia ser peçonhenta de longe, mas na realidade não era o caso da serpente achada na residência de Rodrigo Corrêa.

"É uma jararaca e de longe parece peçonhenta. Toda serpente mimetiza outra serpente para assustar o predador. A equipe que foi lá disse que é uma jararaca, mas não é peçonhenta", salienta o tenente-coronel Ednilson Queiroz. Ele diz que o exemplar achado é uma jararaca-dormideira, nome em que é conhecida popularmente.

FOTO 2 - Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal
A serpente de pequeno porte e que não possui veneno, conhecida como jararaca-dormideira, estava atrás da porta
Imagem: Reprodução/ Rodrigo Corrêa/ Arquivo pessoal

Orientações

A PMA orienta que em caso de encontro com animais silvestre em residências, adultos não devem se aproximar e precisam evitar que crianças cheguem perto principalmente se forem animais que oferecem riscos como grandes mamíferos ou bichos peçonhentos, já que ao se sentirem acuados, eles tendem a atacar como instinto de defesa.

Outra recomendação é para que ligue para a Polícia Militar Ambiental local, que vai avaliar se há necessidade de envio de uma equipe para fazer a captura do animal, ou se é preciso apenas orientar o que deve ser feito. Em Mato Grosso do Sul o telefone da PMA é o (67) 3357-1501. O Corpo de Bombeiros também pode ser acionado ao ligar para o 193.

Ironilda disse que essa não foi a primeira vez que encontrou uma cobra de perto. Ela afirma já ter encontrado centopeias, que podem ter veneno. "É um bicho que parece lacraia e estava no banheiro. Tinha até umas crianças que tinham acabado de tomar banho. Por isso eu falo que é importante limpar a casa, fazer uma boa faxina, recuando móveis e trocando de lugar, porque esses bichos ficam escondidos", alerta.

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