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Bombeiros não sabem precisar número de desaparecidos em Petrópolis

Bombeiros fazem buscas por desaparecidos em deslizamentos de terra causados pela chuva em Petrópolis  - Lucas Landau/UOL
Bombeiros fazem buscas por desaparecidos em deslizamentos de terra causados pela chuva em Petrópolis Imagem: Lucas Landau/UOL

Do UOL, em São Paulo

16/02/2022 19h19Atualizada em 16/02/2022 19h51

O coronel Leandro Monteiro, comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, disse que não é possível precisar, ainda, o número de desaparecidos em Petrópolis, na região serrana do Rio. A cidade foi atingida ontem por um forte temporal, que provocou alagamentos, inundações e deslizamentos.

Em entrevista à CNN Brasil, o militar explicou que "os números não batem", já que a corporação recebe informações de diversas frentes. Ele garantiu, porém, que os dados estão sendo organizados pela secretaria municipal de Defesa Civil para que a lista de desaparecidos seja unificada.

"O ponto mais crítico é o Morro da Oficina, onde nós acreditamos que tenham 40 casas soterradas. O corpo de bombeiros vai trabalhar 24 horas em busca de vidas", disse,

Ao todo são 500 bombeiros divididos em 44 pontos da cidade, sendo 16 de deslizamentos. O coronel também garantiu que, apesar de já contarem com voluntários de todo o Brasil, não é necessário o apoio de bombeiros de outros estados porque a equipe que está na cidade "é altamente qualificada".

Além dos bombeiros, 410 agentes do governo de estado, entre 200 da Polícia Civil, 210 da Polícia Militar, atuam na cidade.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro confirma, até o momento, 80 mortos. Pelo menos 372 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas, e mais de 180 moradores estão sendo acolhidos nas escolas. A cidade teve 79 áreas atingidas, com 26 deslizamentos.

Chuva histórica

A chuva registrada em Petrópolis no fim do dia de ontem foi histórica. Em 3 horas choveu cerca de 250 mm. Além de superar a média prevista para todo o mês de fevereiro, essa foi a maior tempestade desde 1932 - quando começaram a ser contabilizadas.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ressaltou que a combinação do temporal, com o déficit de investimento e obras, causou o estrago na cidade.

"O que a gente tem que entender, é que há uma divida histórica desde outras tragédias que tiveram. E outra, foi sim o caráter excepcional duro dessa tragédia. Unir uma tragédia histórica, com um déficit que realmente existe, causou esse estrago todo. Que sirva de lição para que dessa vez a gente haja diferente. A tendência clara é que as obras aconteçam e a gente possa minimizar esse impacto", disse, em coletiva de imprensa na tarde de hoje.

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo (PSB), prestou solidariedade às vítimas e seus familiares. Ele também agradeceu o apoio de todos os brasileiros que se solidarizaram com a cidade, além dos bombeiros e demais agentes que trabalham no município, e destacou o trabalho integrado entre a prefeitura e o governo do Estado.

"Foi um dia difícil, muito complicado, até para a gente perceber as alterações que ocorreram dentro do território, na cidade como um todo, e qual foi o tamanho desse evento todo que aconteceu. E até agora, com toda humildade, com todos os sobrevoos que fizemos, nós ainda não temos a dimensão total", disse.

O político prometeu que continuarão os esforços e trabalhos para que os próximos dias sejam melhores. Apesar de não prometer prazos, ele afirmou que a cidade voltará a sua normalidade em breve.

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