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1 mês

Jovem diz que foi expulsa de boliche ao beijar mulher no DF

Do UOL, em São Paulo

29/06/2022 21h38Atualizada em 30/06/2022 08h12

Uma jovem de 19 anos usou as redes sociais para denunciar que foi expulsa de um boliche na região administrativa de Sobradinho (DF) após dar um selinho em uma mulher no banheiro do local. O caso foi registrado na madrugada de ontem.

Brenda Araújo estava no Capitão Boliche quando a dona do estabelecimento teria visto ela e uma amiga se beijarem e chamado dois homens para expulsá-las do local, sob a alegação de que aquele seria um "ambiente familiar".

"A dona do estabelecimento viu a gente se beijando no banheiro, chegaram dois caras, amigos delas, e vieram para cima da gente. Expulsaram a gente", afirmou a jovem em vídeo publicado nas redes sociais.

Em uma das postagens, é possível ver quando as pessoas que estavam dentro do boliche, que também funciona como bar, supostamente amigos da dona do estabelecimento, entram em vias de fato com os jovens.

Segundo Brenda, ela teve o celular tomado duas vezes, sofreu ameaças de ter o aparelho quebrado, levou empurrões e viu o amigo levando um soco.

De acordo com eles, a violência se deu porque era um ambiente de família. A gente dar um selinho no banheiro é totalmente contra as diretrizes, apesar de ter um monte de casal hétero 'se comendo' no saguão.

Uma viatura da Polícia Militar levou todos os envolvidos na confusão à 13ª Delegacia de Polícia de Sobradinho, onde cada um deu sua versão dos fatos e foi embora após o registro de um boletim de ocorrência.

Em outro vídeo publicado nas redes sociais, a jovem disse que, após sair da delegacia, o grupo, que seguiu para a "única lanchonete aberta na região", foi perseguido por dois homens. Um dos registros mostra quando, dentro do estabelecimento, um dos homens vai para cima de um dos amigos da mulher: "está achando que eu não sou homem não?", questiona.

Todos precisaram voltar à delegacia após o novo registro de confusão.

"Nos sentimos invadidas, humilhadas e lesadas. Lamentamos muito que em 2022, especialmente no mês do orgulho, tenhamos que passar por uma violência tão descabida", afirmou Brenda em nota publicada nas redes.

A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que o caso foi registrado na 35ª DP como "vias de fato" na madrugada de ontem e é investigado pela delegacia.

Ao detalhar a ocorrência, o órgão afirmou que a jovem narrou a agressão sofrida pelo amigo dentro do boliche, mas disse que "o homem alegou que não agrediu nenhum dos envolvidos".

Uma nota publicada nas redes sociais, a direção do boliche afirmou que a autoria do caso foi "indevidamente atribuída ao Capitão Boliche". Segundo eles, o espaço não funciona nas segundas-feiras e foi fechado para um evento privado de confraternização de aniversariantes do mês e funcionários.

"Infelizmente, funcionários de folga e amigos se alteraram no final da festa, decorrendo daí alguns desentendimentos levados a efeito a partir dos portões de saída do Capitão Boliche", diz trecho da nota.

A diretoria também negou as acusações afirmando que outros estabelecimentos foram "atingidos" pelos desentendimentos.

"Entristece-nos saber que, infelizmente, apenas um dos lados dos fatos foi amplamente divulgado nas redes sociais e pessoas inocentes estão sendo acusadas injustamente", diz trecho do posicionamento.

"O Capitão Boliche pede escusas aos clientes, e especial à comunidade LGBTQIA+, por essas falsas, inverídicas e lamentáveis denúncias contra a empresa", finalizou o posicionamento.

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