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SP: Menino de 2 anos com 'ossos de vidro' ganha órtese feita por estudantes

Criança com ossos de vidro recebe órtese criada por alunos de colégio particular - Reprodução/EPTV
Criança com ossos de vidro recebe órtese criada por alunos de colégio particular Imagem: Reprodução/EPTV

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/06/2022 19h11

O pequeno Israel Cordeiro, 2, que lida com uma doença genética que enfraquece os ossos e os torna mais facilmente quebráveis — a osteogênese imperfeita, também conhecida como "doença dos ossos de vidro" —, recebeu uma órtese feita em uma impressora 3D como parte de um projeto estudantil de uma escola particular em Rio Claro (SP).

O menino teve a órtese projetada especialmente para seu corpo. O aparelho serve para amortecer impactos, já que qualquer pequeno tranco ou colisão pode provocar fraturas graves nos ossos de Israel.

Os alunos da empresa júnior do colégio Puríssimo desenvolveram a órtese e a entregaram à família de Israel nesta quarta-feira (29).

"Fizemos o escaneamento do corpinho do Israel, foi gerado um arquivo digital e depois tratado em ambiente Cad. Ali os alunos conseguiram desenvolver uma órtese, que seria um equipamento para proteger os ossos do Israel", explicou o professor Filippi Ongarelli em entrevista à EPTV, afiliada da rede Globo no interior de São Paulo.

Condição rara

Estima-se que a osteogênese imperfeita afete uma em cada 20 mil pessoas no mundo. Israel foi diagnosticado oito dias após nascer com o nível três da condição, considerado severo.

A causa da doença é uma deficiência na produção de colágeno tipo 1, o que causa quadros de osteoporose graves. Aos dois anos e cinco meses de vida, Israel já teve 24 fraturas, além de incontáveis pequenas fraturas quando ainda estava no útero.

Com a ajuda da órtese, que são placas de proteção nos braços, pernas e tronco, Israel ficará menos suscetível a pressões e colisões que podem causar as fraturas.

"Foi muito diferente de todos os outros projetos, porque fiquei muito mais ligada nisso, fiz muito mais coisas, e foi uma sensação incrível", afirmou à emissora a aluna Isabelli Bressani, que foi responsável por modelar as peças 3D.

Danielle Cordeiro, mãe do menino, agradeceu aos alunos. "A gente vai atrás de tudo quanto é tratamento que a gente puder fazer, para que ele tenha qualidade de vida no futuro", afirmou.

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