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Vibrador com ameaças é entregue a presidente de associação após denúncias

Tânia começou a ser ameaçada após denunciar situação de empresas funerárias - Arquivo pessoal
Tânia começou a ser ameaçada após denunciar situação de empresas funerárias Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

05/08/2022 17h23Atualizada em 05/08/2022 17h23

Após denunciar irregularidades no setor, a presidente da Associação das Empresas Funerárias do Distrito Federal recebeu um vibrador com um bilhete contendo ameaças. Tânia Batista da Silva contou ao UOL que vem recebendo intimidações desde o dia 26 de junho por denunciar prevaricação no setor funerário do estado.

Em uma caixa de papelão, o bilhete com as ameaças pedindo para ela "tomar vergonha na cara". "Isso é para você tomar vergonha na sua cara e cuidar mais da sua vida, toda vez que lembrar de cuidar da vida dos outros usa isso. Receba esse presente com amor e carinho".

Ela afirmou que estava de plantão na empresa quando recebeu a caixa. "Mandaram essa caixa aqui na empresa quando eu estava de plantão, ou seja, eles queriam ter certeza de que eu receberia".

Além desse recado, outras ameaças também foram feitas. "Dizem que vão me pegar, me processar, me chamam de vagabunda, que não tenho nada para fazer e que eu tinha de 'arrumar um macho' para me saciar e eu sossegar. Eu, como representante de uma instituição, não posso ir contra essa situação. Estou seguindo todas as leis e todos os protocolos".

O motivo das ameaças, segundo Tânia, é porque ela denunciou a situação irregular de algumas funerárias à Suaf (Subsecretaria de Assuntos Funerários), que é vinculada à Sejus-DF (Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal). "Eles estavam prevaricando em algumas coisas e fiz denúncias dessas funerárias em situação irregular à Sejus".

Tânia realizou denúncias após averiguar "fraudes" das funerárias, as denunciando no Ministério do Trabalho. De acordo com ela, "só pode explorar o serviço funerário quem tem credenciamento" no estado, coisa que não está sendo seguida. "As funerárias fora da lei não estão registradas aqui, estão usurpando o serviço público".

Outro problema também é que algumas dessas empresas já até foram cassadas, diz Tânia. "Empresas que tinham sido cassadas em 2019 continuam abertas".

Ela abriu boletim de ocorrência na Polícia Civil na quarta-feira (3) e segue aguardando um desfecho do caso.

Em contato com a Sejus-DF, o UOL não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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