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Saúde aceita voluntários para ajuda a povo ianomâmi e acelera Mais Médicos

Crianças ianomâmis desnutridas pela inação do governo e a ação de garimpeiros - Urihi Associação Yanomami/Sumaúma Jornalismo
Crianças ianomâmis desnutridas pela inação do governo e a ação de garimpeiros Imagem: Urihi Associação Yanomami/Sumaúma Jornalismo

Do UOL, em São Paulo

22/01/2023 14h51

O Ministério da Saúde disponibilizou neste domingo (22) um formulário de inscrição para voluntários interessados em apoiar os esforços no território Yanomami, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

No Twitter, o presidente Lula (PT) usou sua conta para divulgar a ação. "Ajude a compartilhar. O Brasil é o país da solidariedade e esperança", disse ele.

O formulário pede apenas o nome completo e a área de formação dos interessados em se voluntariar. A convocação está aberta não apenas a médicos, mas assistentes sociais, técnicos em enfermagem, farmacêuticos, psicólogos e outros profissionais da área de saúde. Os convocados irão atuar na Casa de Saúde Indígena Yanomami e no hospital de campanha do Exército.

Território só tem 5% das vagas do Mais Médicos ocupadas

Além da convocação de voluntários, o Ministério da Saúde anunciou que estuda acelerar um edital do programa Mais Médicos para recrutar profissionais para o território Yanomami. A nova convocação deve começar a ser formulada já nesta semana.

Pelas contas do ministério, estão ocupadas hoje apenas 5% das vagas disponíveis no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami.

"Tínhamos um edital só para brasileiros. Só em seguida que faríamos um edital para brasileiros formados no exterior e, depois, para estrangeiros. Frente à necessidade de levarmos assistência à população dos distritos indígenas, especialmente aos ianomâmi, queremos fazer um edital em que todos se inscrevam de uma única vez", explicou Nésio Fernandes, secretário de Atenção Primária à Saúde.

Emergência em saúde pública foi decretada na última sexta (20)

Equipes do Ministério da Saúde chegaram ao território Yanomami na última segunda (16) e encontraram crianças e idosos com desnutrição acentuada, infecção respiratória aguada e outros problemas. O grande número de casos de malária também chamou a atenção dos profissionais.

Diante da situação, a ministra da saúde Nísia Trindade assinou na última sexta (20) um decreto que estabeleceu Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional na região. A medida visa concentrar esforços para resolver o problema mais rapidamente.

"No caso da saúde, nós definimos que essa situação é uma emergência sanitária, de importância nacional, semelhante a uma epidemia. É isso que precisa ficar claro. Isso significa que a missão do SUS, com a Funai e vários eixos, é trabalhar pra fazer primeiro o diagnóstico da situação", disse ela, em nota divulgada no site do ministério.