Conteúdo publicado há 1 mês

Universidade suspende alunos de medicina investigados por fraudes no Enem

Três alunos de medicina foram suspensos hoje da Uepa (Universidade do Estado do Pará) após serem suspeitos de fraudar prova do Enem. Um deles teria feito a prova no lugar dos outros dois.

O que aconteceu

A Uepa publicou a decisão no Diário Oficial do Estado. A medida cautelar de suspensão ocorreu depois da descoberta de que um aluno cobrou R$ 150 mil para fazer exame para dois candidatos, que conquistaram a vaga por meio de fraude.

Eles estão afastados até o fim do processo da PF (Polícia Federal). André Rodrigues Ataíde, Eliesio Bastos Ataíde e Moisés Oliveira Assunção não poderão acessar o campus Marabá, onde cursam medicina, além de estarem impedidos de realizar atividade acadêmica e frequentar estágios curriculares obrigatórios.

A suspensão é para garantir ''melhor transparência da apuração'', explicou a Instituição. Anteriormente, a Uepa disse ao UOL que aguardaria a conclusão da investigação para tomar as 'medidas cabíveis'.

Entenda o caso

André usava documentos falsos para fazer provas no lugar de outras pessoas. A polícia chegou ao suspeito após receber duas denúncias anônimas, de acordo com o Fantástico.

Os estudantes que teriam contratado o suspeito também foram alvos de mandados de busca e apreensão. A PF diz que André fez as provas no lugar de Eliesio usando identidade e assinatura falsa.

André também é investigado por se passar por Moisés. Ele foi aprovado esse ano e as aulas teriam início em março.

Não houve prisão até o momento. Nas casas dos investigados foram apreendidos telefones celulares, provas do Enem de 2019 a 2023 e manuscritos.

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O que diz a defesa

Defesa disse ao Fantástico, da TV Globo, que investigados são inocentes. "Nós provaremos que André e Eliesio são alunos de medicina e são inocentes. Não existe recebimento pelo André de nenhuma quantia para fazer a prova em nome de terceiros", afirmou Diego Freites, advogado de André e Eliesio.

"Quem fez a prova foi o próprio Moisés", alegou Jordano Matias, advogado do terceiro estudante. "Ele está inteiramente interessado em apoiar e cooperar com a polícia e com a Justiça Federal para que esse assunto seja o mais rápido possível solucionado", complementou.

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