Conteúdo publicado há 1 mês

Menino que matou pais tem 'graves transtornos psiquiátricos', diz psicólogo

O comportamento do adolescente de 16 anos que matou o pai, a mãe e a irmã dentro de casa em São Paulo demonstra "características claras de um grave transtorno psiquiátrico", afirmou o psicólogo Rossandro Klinjey em entrevista no UOL News 1ª edição desta quarta-feira (22).

O psicólogo não teve contato com o adolescente, mas soube do caso pela imprensa.

Após ser apreendido, o jovem disse que chegou a almoçar ao lado dos corpos que permaneceram na casa dele por dois dias. Um vídeo também mostra ele indo em uma padaria após assassinar a família. Ele aparenta estar tranquilo.

Ele achar que não vai acontecer nada com ele mostra como ele não tem aquilo que a gente chamaria de recursos mínimos de afetos para convívio. Toda mãe que gosta do filho e educa o filho, contraria os interesses, toma o celular. Provavelmente essa mãe era uma mãe que fazia o que toda mãe faz. Mas ele tinha incapacidade de aceitar esses limites parentais. Então, você percebe que há certamente características claras de um grave transtorno psiquiátrico na formação mínima dos anteparos afetivos de uma relação saudável.

Nesse caso, não há como descartar características psiquiátricas nesse jovem. Características de alguém que tem frieza ou quadro de psicopatia: falta de empatia; incapacidade de reconhecer os sentimentos dos outros; não há impulsividade; não há emoções superficiais; ausência de remorso; falta de planejamento de longo prazo. (...) Todas essas características apontam para características de um quadro psiquiátrico.

Psicopatia tem padrões e repetição de padrões: alguém que mata sempre mulheres, sempre homens jovens, não é o caso aí. Mas certamente a gente tem uma característica muito clara. Profunda dessensibilização afetiva. A gente percebe que não há remorso, conexão com a família e que ele não tem capacidade mínima de controle emocional. E que por uma raiva, sem medir nenhum tipo de consequência, ele cometeu o que cometeu e chocou. Rossandro Klinjey, psicólogo

O psicólogo tranquiliza aqueles que neste momento estão chocados com o caso, que se trata de exceção.

Queria lembrar que essa cena faz com que a gente tenha uma sensação de desesperança na humanidade. Isso é uma exceção absoluta, não é o padrão de comportamento de filhos com os pais. Isso é exceção de comportamento, a maior parte das pessoas jamais nem imaginaria fazer isso com os pais.

No caso dele, ele tem uma absoluta incapacidade de controle emocional. Seria qualquer outra coisa, foi o celular, mas qualquer outra contrariedade iria despertar ele comportamento nele. Nenhum pai ou mãe, ao ver essa história, deve ficar intimidado em educar os próprios filhos.

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Esse jovem não representa a expressão majoritária da conduta humana. Majoritariamente nós somos gregários, sociais, amorosos. Nesse dia de hoje, a maior parte dos filhos vão chegar em casa, vão obedecer os pais. Rossandro Klinjey, psicólogo

Raquel Landim: Valdemar diz que PL não recorrerá de rejeição da cassação de Moro

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que o partido não vai recorrer da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que rejeitou por unanimidade o pedido de cassação do mandato do senador Sérgio Moro (União-PR). A apuração é da colunista do UOL Raquel Landim, que participou do UOL News da manhã de hoje (22).

"Fizemos a nossa parte, se a Justiça entendeu assim, está liquidado", disse Valdemar à colunista.

O PL já tomou sua decisão. Falei agora com o Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Ele me disse que não vai recorrer. Valdemar dentro do partido era um dos mais vocais na questão de seguir com o processo contra Moro, apesar dos pedidos de Bolsonaro de que não fizesse isso. Mas ele mesmo desistiu porque não tem muitas chances de sucesso. Raquel Landim, colunista do UOL

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A apuração de Landim aponta ainda que o PT está em processo interno de discussão, mas também não deve recorrer.

No PT a área jurídica não está recomendado [recorrer]. Vai ter uma discussão interna dentro do partido. Mas acabei de falar com um dos petistas que pleiteava a vaga de Moro. Você tinha ali uma discussão: Gleisi Hoffmann queria se candidatar ao Senado pelo Paraná caso Moro fosse cassado, Zeca Dirceu também, e havia outros dentro do PT que queria essa vaga. Até mesmo entre eles a percepção é de que não vale a pena recorrer, porque não há chances de sucesso. Raquel Landim, colunista do UOL

A avaliação dentro dos dois partidos, PT e PL, é que não vale a pena seguir com o processo. PL confirmado, Valdemar acaba de dar essa informação de que o PL não vai recorrer e o PT ainda está em processo interno de discussão, mas é muito provável que não recorra também. Raquel Landim, colunista do UOL

Caso José Dirceu: Venceu a lei, por mais dura que ela seja, diz jurista

A lei prevaleceu na decisão da Segunda Turma do STF [Supremo Tribunal Federal] de extinguir a condenação da Lava Jato contra José Dirceu por corrupção, avaliou a jurista Flávia Alessandra no UOL News desta quarta (22).

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Sei que para alguns vai doer, mas prevaleceu a lei, por mais dura que ela seja.

A lei tende a buscar a justiça. O problema é que o conceito de justiça é muito diverso. Quando um ataque toma o viés de um processo, ele tem procedimentos, que por sua vez têm prazos para que sejam cumpridos. Quando os prazos se rompem, a prescrição vira o manto desse procedimento e esse processo precisa ser afastado.

O que talvez nos falte um pouco mais seja um sistema no qual os processos tenham uma marcha mais rápida, para que não sejamos atingidos no meio do caminho por elementos ou episódios prescricionais. Flávia Alessandra, jurista

Tales: Julgamento do TSE mostra que Moro aprendeu a fazer política

A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de rejeitar a cassação do mandato de Sergio Moro (União Brasil-PR) revela que o senador aprendeu a fazer política, afirmou Tales Faria. Para o colunista, a reunião entre Moro e o ministro do STF Gilmar Mendes foi o momento-chave para selar o destino do senador.

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Há uma grande influência da política nas decisões judiciais no Brasil. O resultado do julgamento está mostrando que Moro aprendeu a fazer política. Ele disse que teve apoio de governistas e da oposição, o que é verdade. Moro convenceu os aliados do Bolsonaro de que precisava ser defendido porque, depois de condenado, os bolsonaristas como um todo estariam fracos. Vale lembrar que os bolsonaristas o haviam largado antes, mas esse raciocínio conseguiu amalgamá-los. Tales Faria, colunista do UOL

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

Quando: De segunda a sexta, às 10h e 17h.

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

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