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Sabará evita criticar Amôedo e diz que denúncia contra candidatura é falsa

Filipe Sabará é candidato do partido Novo - Reprodução
Filipe Sabará é candidato do partido Novo Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

16/10/2020 18h03

Candidato a prefeito de São Paulo, Filipe Sabará (Novo) diminuiu o tom ao falar sobre o fundador da legenda, João Amoêdo, e evitou críticas em entrevista ao SBT na tarde de hoje. Ele minimizou as discordâncias que teve com colegas recentemente. E também aproveitou para negar denúncias que surgiram contra ele recentemente.

O lançamento da candidatura de Sabará gerou controvérsia dentro do partido desde o início, por causa de discordâncias políticas. Enquanto Amôedo costuma criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Sabará normalmente o defende. Os dois já trocaram ataques por isso, mas dessa vez Sabará se conteve.

"Em todos os partidos existem pessoas que discordam umas das outras. Se não houver discordância, ou é uma seita ou ditadura. No partido Novo tem pessoas que discordam de mim e das minhas afirmações, principalmente as que são mais à direita. Mas sou uma pessoa da direita raiz, que defende a liberdade em primeiro lugar. A liberdade é o bem maior da democracia e aí sempre há discordâncias de algumas pessoas, que acabaram se filiando ao partido e tem vieses menos à direita, mais à esquerda. E essas pessoas acabaram discordando, o que é normal", minimizou Sabará.

Depois dessa polêmica inicial, a candidatura de Sabará foi suspensa temporariamente pelo Novo, que alegou um "desalinhamento com as diretrizes do partido". Sabará obteve liminar na Justiça para manter a candidatura e hoje se defendeu das acusações recentes - sobre informações falsas no currículo e na declaração de bens.

"O que aconteceu foi uma denúncia falsa e inverídica de uma pessoa na Comissão de Ética do partido. E o partido aceitou investigar essa denúncia que, vou repetir, é falsa. Tudo que apresentei é verdadeiro, meu currículo é público e não tem nenhuma informação falsa", explicou. O processo corre sob sigilo no partido.

Sabará também aproveitou para esclarecer as contestações sobre sua declaração de bens, que é a mais alta entre todos os candidatos a prefeito. "Com relação à declaração de bens, a lei exige que você declare seu imposto de renda e, se quiser, pode declarar também o valor das cotas que tem em empresa e o valor da empresas. O que fiz foi declarar o valor da empresa, da minha participação. Tenho 72% de participação em uma empresa. Isso dá em torno de R$ 5,4 milhões, porque a empresa vale R$ 7 milhões. Fui mais transparente do que a lei exige", declarou.

Críticas contra Fernando Haddad

Ao falar sobre as propostas que tem para a cidade, Sabará aproveitou para criticar a gestão de Fernando Haddad (PT) como prefeito de São Paulo. Isso porque Sabará foi secretário da prefeitura logo depois da gestão do petista. E disse que Haddad fracassou ao tentar empregar moradores de rua.

"A gestão do Haddad, que antecedeu ao nosso programa, empregou 4 pessoas que estavam em situação de rua em 4 anos. As outras, que ele diz que empregou, foi por meio da 'bolsa crack'. Ele dava dinheiro para as pessoas consumirem crack. Então saímos de 4 empregos em 4 anos para 3 mil empregos em um ano. É muita coisa".

Sabará foi questionado sobre a meta desse projeto, que teria sido de empregar 20 mil pessoas em 2 anos. Sabará disse que não sabia desse objetivo.

"Essa meta eu desconheço. Minha meta foi atingida. Infelizmente o prefeito acabou saindo (na época, João Doria) e as metas todas acabaram ficando para o Bruno Covas. Mas minhas metas eu cumpri, porque 3 mil empregos para a população de rua é um recorde", afirmou Sabará.

O candidato também respondeu sobre a questão da "farinata", alimento que a prefeitura cogitou dar para moradores de rua quando ele era secretário de Assistência Social da prefeitura. Era um produto feito a partir de restos de arroz, feijão, batata e tomate próximos do vencimento, que chegou a ser chamado de "ração humana". Sabará responsabilizou o prefeito e os vereadores por esse assunto.

"Isso foi aprovado na Câmara Municipal e, na época, o prefeito sugeriu que fosse entregue para pessoas vulneráveis. Mas isso não foi ideia minha, foi ideia do prefeito. Minha ideia sempre foi voltada para produção de orgânicos e alimentos saudáveis para todo mundo", concluiu Sabará.