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Capitais do Sul mantêm perfil de centro-direita com nomes do DEM e do MDB

Sebastião Melo (MDB) discursa após ganhar a eleição à prefeitura de Porto Alegre (RS). - Hygino Vasconcellos/UOL
Sebastião Melo (MDB) discursa após ganhar a eleição à prefeitura de Porto Alegre (RS). Imagem: Hygino Vasconcellos/UOL

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

30/11/2020 04h00

No Sul do país, partidos de esquerda não conseguiram superar prefeitos do DEM em Curitiba e Florianópolis (reeleições nos dois casos), e a candidatura do MDB em Porto Alegre, que estava em mãos tucanas. Considerando-se as três capitais, a região permanece com perfil de centro-direita.

Já no primeiro turno, moradores de Curitiba e Florianópolis optaram por candidatos com perfil de direita. No segundo turno, foi a vez da população de Porto Alegre deixar de fora da prefeitura Manuela D'Ávila (PCdoB) e eleger Sebastião Melo (MDB).

Em setembro, o PT abriu mão da cabeça de chapa em Florianópolis e Porto Alegre, o que não ocorria desde 1980 na capital gaúcha. Na capital catarinense, formou uma frente de esquerda, organização que não se via desde a década de 1990. Em ambas as cidades, entretanto, as alianças fracassaram.

Em Florianópolis, o atual prefeito e candidato à reeleição Gean Loureiro (DEM), foi acusado de estuprar uma mulher dias antes do primeiro turno da eleição - mas nem isso fez com que ele perdesse votos: acabou reeleito.

O PT flertou com o PDT por uma coligação em Curitiba, mas optou por anunciar uma chapa pura, numa tentativa de marcar posição no berço da Lava Jato e onde o ex-presidente Lula ficou preso até o ano passado. O partido lançou a candidatura do professor de direito Paulo Opuszka foi lançado como candidato a prefeito, com o delegado Pedro Filipe como vice. O candidato terminou em oitavo, com apenas 20.537 votos válidos (2,45%), e assistiu Rafael Greca (DEM) conquistar a reeleição.

Rejeição no interior

Além das capitais, os partidos de esquerda também sofreram derrotas importantes no interior. Em Caxias do Sul, cidade industrial na serra gaúcha, Pepe Vargas (PT) e Adiló Didomenico (PSDB) disputaram o segundo turno. Apesar do vasto currículo de Pepe, o tucano levou a melhor, com 59,57% dos votos válidos e uma vantagem de mais de 43 mil votos sobre o petista.

Em Joinville (SC), nenhum partido de esquerda foi para o segundo turno. Adriano Silva (Novo) venceu o deputado federal Darci de Matos (PSD) com 55,43% dos votos válidos, o que faz da cidade a única a ser administrada pelo partido em todo o país. Silva venceu com apoio de apenas um candidato de primeiro turno e, na Câmara, vai ter três vereadores alinhados a ele.