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Bolsonaro recebe aliados no Alvorada, faz campanha e reza junto a Michelle

Do UOL, em São Paulo

06/10/2022 10h53Atualizada em 06/10/2022 12h08

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu hoje o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e cerca de 200 deputados aliados em um café no Palácio da Alvorada, em Brasília. A recepção ocorreu em clima de campanha eleitoral. O governante federal chegou a falar em criação de ministérios, caso tenha o mandato renovado pelas urnas.

A primeira-dama, Michelle, também discursou e, ao fim da cerimônia, convidou um bispo para fazer uma oração com os presentes.

"Temos uma guerra de novo, com data marcada para dia 30 de outubro, e temos que conversar com o chão de fábrica", declarou Bolsonaro, mencionando a data em que será realizado o segundo turno. O postulante à reeleição enfrenta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Caso seja reeleito pela vontade de Deus, esse ministério continuará, talvez se crie mais um ou dois. Os senhores sabem quem são, sabem os nomes de todos os ministros. E do outro lado, quem serão os ministros? Quem vai para a Casa Civil, Gleisi Hoffmann? Para Minas e Energia, Dilma Rousseff? Para a Defesa, Celso Amorim?", questionou ele.

Michelle diz que eleição é "guerra espiritual". A primeira-dama também discursou, e defendeu a fala do marido. "Não estamos aqui por um político, um partido, mas pela ideologia do bem, da luz. Precisamos ter união nesse momento para vencer essa guerra que todo mundo sabe que é espiritual", declarou, antes de pedir a um bispo que fosse orar com os presentes.

Apoio de governadores. Entre os presentes no evento no Alvorada, prédio público que serve como residência oficial da chefia do Executivo, também estavam os governadores reeleitos em Goiás, Ronaldo Caiado (UB), em Roraima, Antonio Denarium (PP0, e no Acre, Gladson Cameli (PP). Os três declararam apoio formal a Bolsonaro no segundo turno.

"O que é melhor para o Brasil, conversar com gente que vocês já conhecem ou com essas pessoas que tem uma história, um passado bastante sombrio?", comentou o presidente. "Não queremos isso, não podemos permitir isso".

Bolsonaro também voltou a defender bandeiras clássicas, como as reservas de nióbio e grafeno no país, o uso de cloroquina para tratar pacientes da covid-19 e que o governo de opositores iria impor uma "ideologia de gênero".

O presidente declarou ainda que o Nordeste é problemático —ele perdeu para o ex-presidente Lula no primeiro turno em todos os estados da região.

"Nosso Nordeste tem seus problemas, se formos comparar com demais regiões do Brasil. Foram, por muitos anos, administrados pela esquerda, e sabemos o que ela faz e o que não faz, que é ruim para todo mundo", afirmou.